BURSU Connection Manager
O guia completo do utilizador. Windows 5.5.1 · Linux & macOS 3.3.7 · Android 2.1.1 · iOS/iPadOS 2.1.1 · o portal web BURSUcloud. BURSUsofts, novembro de 2026.
O que é o BURSUcm
BURSU Connection Manager (BURSUcm) é um gestor rápido de ligações remotas. Reúne numa única janela tudo aquilo com que um engenheiro trabalha: servidores, equipamento de rede, ambientes de trabalho remotos, painéis de ficheiros, credenciais guardadas e direitos de acesso da equipa. É executado nativamente no Windows, Linux e macOS, inclui aplicações móveis complementares para Android e para iPhone/iPad e permite, opcionalmente, sincronizar tudo através do serviço BURSUcloud.

| Componente | O que é |
|---|---|
| Aplicação para Windows | O cliente desktop original: SSH, WinRM, RDP, VNC, Apple Remote Desktop, Telnet, Serial, Web, FTP/FTPS e SFTP em separadores, um cofre de credenciais encriptado, utilizadores e permissões. |
| Aplicação para Linux e macOS | O mesmo gestor de ligações para sistemas Debian/Ubuntu, Arch, da família Fedora/RHEL e macOS (Intel e Apple Silicon). Um só catálogo, os mesmos modos de armazenamento e um ambiente de trabalho remoto — incluindo o Apple Remote Desktop — apresentado diretamente num separador. Consulte o capítulo dedicado. |
| BURSUcloud | Cloud opcional: o seu catálogo é guardado numa base de dados PostgreSQL isolada e sincronizado entre dispositivos através de uma API zero-knowledge — o servidor nunca vê palavras-passe desencriptadas. |
| Portal web bursucm.com | Faça a gestão de bases de dados na nuvem pelo navegador: ligações, credenciais, snippets, utilizadores, dispositivos, backups. |
| BURSUlink | Um agente gratuito para Windows, macOS e Linux que associa um computador atrás de NAT a uma base de dados BURSUcloud: as aplicações chegam a ele por SSH, SFTP, Telnet, RDP, VNC, WinRM e Apple Remote Desktop, e abrem as suas páginas web e servidores FTP, sem encaminhamento de portas e sem VPN. Veja o seu próprio capítulo. |
| Aplicação para Android | Um cliente móvel para o catálogo na nuvem: terminais SSH e Telnet, ficheiros por SFTP/FTP, RDP, VNC e Apple Remote Desktop integrados, edição offline, desbloqueio por impressão digital — as mesmas pastas e a mesma ordem que no seu desktop. Veja o capítulo próprio. |
| Aplicação para iOS e iPadOS | Uma única aplicação universal para iPhone e iPad: terminais SSH e Telnet, ficheiros por SFTP/FTP, RDP, VNC e Apple Remote Desktop integrados, edição offline, desbloqueio por Face ID — o mesmo catálogo, pela mesma ordem. Veja o capítulo próprio. |

Home, etiquetas e a paleta de comandos
Isto funciona da mesma forma nas duas aplicações de desktop — Windows e Linux & macOS.
- Home. Em cima há uma faixa de estado com cinco células. A coluna principal é Recentes — as ligações usadas nos últimos 7 dias; ao lado ficam Favoritos e a última sessão (por baixo, numa janela estreita). Os chips de etiquetas mostram as suas etiquetas: um clique num chip filtra a barra lateral por essa etiqueta.
- Cores das etiquetas. Um clique com o botão direito no chip de uma etiqueta dá-lhe uma cor (“Sem cor” retira-a); a cor fica guardada neste dispositivo. A faixa colorida de uma ligação segue a sua primeira etiqueta com cor — nas linhas da árvore, nos separadores, em Home e na paleta de comandos.
- Paleta de comandos — Ctrl+K. Uma só pesquisa em ligações, separadores abertos e ações (veja Atalhos de teclado). Com a pesquisa vazia, lista as ligações recentes. Shift+Enter numa ligação SSH abre o respetivo painel de ficheiros SFTP. Se o texto escrito for exatamente o nome de uma ligação guardada, essa ligação aparece primeiro, antes de Quick Connect.
- Pontos de sessão. O ponto colorido significa o mesmo em todo o lado — separadores, árvore, pastas e Home: verde — ligado; violeta — ligado através de um jump host; azul vivo — através do BURSUlink; âmbar — a ligar; vermelho — ligação perdida.
- Separadores à esquerda. Os separadores de sessão podem ficar numa coluna do lado esquerdo da janela, em vez da linha de cima: Settings → Appearance → “Separadores de sessão à esquerda”; aplica-se no próximo arranque da aplicação.
Protocolos suportados
| Protocolo | Como abre | Destaques |
|---|---|---|
| SSH | terminal integrado num separador | chaves, agente SSH, jump host, encaminhamento de portas e proxy SOCKS5, tmux, painel SFTP ao lado |
| WinRM | consola PowerShell ou cmd.exe integrada num separador (PowerShell Remoting / WinRS) | HTTP ou HTTPS com certificado fixado, saída em fluxo, Ctrl+C, pedidos Read-Host e -Confirm, página de códigos do cmd |
| RDP | cliente integrado num separador (motor BURSUrdp; Microsoft no Windows / IronRDP no Linux e macOS como alternativa) | profundidade de cor, redirecionamento de unidades/área de transferência/impressoras, multimonitor |
| VNC | ambiente de trabalho remoto integrado num separador | encriptação TLS/VeNCrypt, Tight/ZRLE/Hextile, área de transferência, escala, apenas visualização |
| Apple Remote Desktop | ambiente de trabalho Mac integrado num separador | High Performance (vídeo + áudio por GPU) em macOS 14+ (num Mac Intel, sem ecrã privado), ecrã normal nos Mac que não o oferecem, modo privado ou espelho |
| Telnet | terminal integrado | para equipamentos de rede e sistemas legados |
| Serial (COM) | terminal integrado | baud rate, paridade, stop bits, controlo de fluxo |
| Web (HTTP/HTTPS) | navegador integrado num separador | login guardado, ignorar erros de certificado para painéis internos; um navegador completo — barra de endereço com cadeado, localizar, imprimir, ferramentas de programador e uma lista de transferências |
| FTP / FTPS | gestor de ficheiros de dois painéis | TLS explícito e implícito, modo passivo, fila de transferências |
| SFTP | painel ao lado do terminal SSH ou independente | fila de transferências com progresso, arrastar e largar, transferência de pastas inteiras, chmod |
A maior parte deste guia vale para todas as edições desktop — ligações, credenciais, SSH, o cofre e a nuvem comportam-se da mesma forma em todo o lado. Onde o Windows e o Linux/macOS diferem (instalação, o motor RDP, algumas configurações), o texto avisa, e o capítulo sobre Linux e macOS reúne num só lugar tudo o que é específico daquela aplicação.
Início rápido em 10 minutos
De uma máquina em branco até à sua primeira sessão SSH, palavra-passe guardada e transferência de ficheiro. Cada passo remete para o capítulo que o cobre em profundidade — mas não vai precisar desses links para terminar.
- Instale a aplicação. Windows: transfira e execute
BURSUcm-Setup.exe. Linux: instale o pacote da sua distribuição. macOS: arraste a aplicação do .dmg para Aplicações. - Escolha onde os dados vão ficar. Na primeira execução a aplicação pergunta; escolha Local database (base de dados local) — a opção predefinida mais segura, totalmente offline. Mais tarde pode levar as ligações, credenciais e snippets para a nuvem com uma cópia portátil.
- Entre e troque a palavra-passe. Uma base de dados local recém-criada tem uma conta,
admin/admin; a aplicação pede-lhe imediatamente que substitua a palavra-passe. - Guarde uma credencial. Abra Credentials (credenciais) na barra lateral → New credential → um rótulo (por exemplo, “root — servidores do lab”), o nome de utilizador e a palavra-passe. Uma credencial guardada pode servir a qualquer número de servidores — essa é justamente a ideia.
- Adicione uma ligação. Prima Ctrl+T (ou + Add Connection): um nome, tipo SSH, o endereço do host — a porta 22 já vem preenchida. No campo de credencial, escolha a que acabou de guardar. Em Folder escolha uma pasta da lista — mostra as mesmas pastas pela mesma ordem da árvore; as pastas novas criam-se na árvore com New folder.
- Ligue-se. Faça duplo clique na nova entrada. Na primeiríssima ligação a aplicação mostra a impressão digital da chave do servidor — é a verificação da chave do host a funcionar como esperado; confirme com Trust & remember. Um ponto verde no separador significa que a sessão está ativa.
- Transfira um ficheiro. Na barra de ferramentas da sessão prima Files (SFTP): o seu computador à esquerda, o servidor à direita. Arraste um ficheiro de um lado para o outro — ele passa pela fila de transferências com barra de progresso.
- Tranque tudo. Quando as palavras-passe reais começarem a acumular-se, defina uma palavra-passe principal em Settings → Security — a partir daí os seus segredos são encriptados com uma chave que mais ninguém conhece, e a base de dados torna-se portátil para qualquer outra máquina. Detalhes em Palavra-passe principal e o cofre.
Não reintroduza nada — Settings → Data → Import lê as sessões guardadas deles diretamente, estrutura de pastas incluída, e as palavras-passe do WinSCP vêm junto automaticamente. Veja Importação de outras ferramentas. O KeePass, o 1Password e o Bitwarden / Vaultwarden passam da mesma forma — com palavras-passe e códigos de utilização única.
Instalação no Windows
Requisitos de sistema
- Windows 10 ou 11 (x64, x86 ou ARM64), incluindo Windows Server 2012–2025.
- ~150 MB de espaço em disco. O runtime .NET já vem incluído no instalador — nada mais para instalar.
Instalação
- Transfira
BURSUcm-Setup.exeem bursucm.com/download. A soma de verificação SHA-256 é publicada ao lado do botão — verifique-a comcertutil -hashfile BURSUcm-Setup.exe SHA256se quiser. - Execute o instalador e siga o assistente. Ele escolhe automaticamente a build certa (x64/x86/ARM64) para o seu processador.
- Abra o BURSUcm e continue em Armazenamento de dados e primeira execução.
Instalação a partir do terminal — winget
O BURSUcm está no Gestor de Pacotes do Windows, pelo que os dois passos acima cabem num único comando. O winget vem com o Windows 10 (1809 ou posterior) e o Windows 11, e o comando funciona da mesma forma no PowerShell, no Terminal e na Linha de Comandos. O Windows pede confirmação uma vez, porque a aplicação é instalada para todas as contas do computador.
winget install bursucm
Mais tarde, winget upgrade bursucm instala a versão mais recente sobre a antiga e mantém todos os seus dados; winget uninstall bursucm remove-a.
Atualizações
A aplicação verifica o feed de versões uma vez por dia — no arranque e em cada dia em que continua aberta — (pode desativar esta opção em Settings → Appearance) e mostra um diálogo quando há uma versão mais nova, com o changelog e um link de download. Um aviso encontrado enquanto trabalha espera até estar no separador Home. Instalar uma versão nova por cima da antiga mantém todos os seus dados. Se instalou com o winget, winget upgrade bursucm faz o mesmo a partir do terminal.
Instalação no Linux
Pacotes nativos x86_64 são gerados para as três grandes famílias. Transfira o ficheiro em bursucm.com/download (a página seleciona automaticamente o separador da sua distribuição) — ou, melhor ainda, adicione o repositório uma vez e deixe o seu gestor de pacotes cuidar das atualizações para sempre.
| Família | Pacote | Instalação avulsa |
|---|---|---|
| Debian, Ubuntu, Linux Mint, Pop!_OS | .deb | sudo apt install ./bursucm_3.3.7_amd64.deb |
| Arch, CachyOS, Manjaro, EndeavourOS | .pkg.tar.xz | sudo pacman -U bursucm-3.3.7-1-x86_64.pkg.tar.xz |
| Fedora, RHEL, AlmaLinux, Rocky Linux | .rpm | sudo dnf install ./bursucm-3.3.7.x86_64.rpm |
A aplicação é instalada em /opt/bursucm, aparece no menu de aplicações como “BURSU Connection Manager” e pode ser iniciada no shell como bursucm. A soma de verificação SHA-256 de cada pacote é publicada na página de download.
Repositórios de pacotes — atualizações automáticas
Os três repositórios são servidos a partir de bursucm.com e assinados com a chave GPG BURSUsofts Package Signing. Adicione o da sua família e as novas versões chegam junto com as atualizações normais do sistema.
APT (Debian / Ubuntu / Mint / Pop!_OS)
sudo wget -qO /usr/share/keyrings/bursucm.gpg https://bursucm.com/repo/bursucm.gpg
sudo tee /etc/apt/sources.list.d/bursucm.sources >/dev/null <<'EOF'
Types: deb
URIs: https://bursucm.com/repo/apt
Suites: stable
Components: main
Signed-By: /usr/share/keyrings/bursucm.gpg
EOF
sudo apt update && sudo apt install bursucm
O formato moderno deb822 .sources é usado de propósito: a janela “Software & Updates” do Ubuntu mostra essas entradas corretamente em Other Software.
DNF / YUM (Fedora / RHEL / AlmaLinux / Rocky)
sudo rpm --import https://bursucm.com/repo/bursucm.asc
sudo tee /etc/yum.repos.d/bursucm.repo >/dev/null <<'EOF'
[bursucm]
name=BURSUcm
baseurl=https://bursucm.com/repo/rpm
enabled=1
gpgcheck=1
repo_gpgcheck=1
gpgkey=https://bursucm.com/repo/bursucm.asc
metadata_expire=6h
EOF
sudo dnf install bursucm
O dnf mantém cache dos metadados do repositório. sudo dnf --refresh install bursucm (ou upgrade) força uma leitura nova; com a linha metadata_expire=6h acima, isso também se resolve sozinho em poucas horas.
Pacman (Arch / CachyOS / Manjaro / EndeavourOS)
curl -fsSL https://bursucm.com/repo/bursucm.asc | sudo pacman-key --add -
sudo pacman-key --lsign-key BA53B57D047CE8F14610C02A037A882DB839E2E0
echo -e '\n[bursucm]\nServer = https://bursucm.com/repo/arch' | sudo tee -a /etc/pacman.conf
sudo pacman -Syu bursucm
Dependências de runtime
Os pacotes declaram tudo de que precisam (GTK 3, NSS, ALSA); o seu gestor de pacotes instala isso automaticamente. Não há .NET nem Electron separado para instalar — a aplicação é autocontida.
Instalação no macOS
- Transfira a imagem de disco para o seu Mac em bursucm.com/download: Intel (
BURSUcm-3.3.7-x64.dmg) ou Apple Silicon (BURSUcm-3.3.7-arm64.dmg). Não sabe que chip tem? Menu Apple → Acerca deste Mac. - Abra o .dmg e arraste o BURSU Connection Manager para a pasta Applications (Aplicações).
- Inicie-o a partir de Aplicações ou do Spotlight.
As builds atuais estão assinadas com um certificado Developer ID e notarizadas pela Apple, pelo que o macOS as abre sem qualquer aviso. Se ainda tiver uma transferência antiga que o Gatekeeper bloqueia com “Apple could not verify…”: abra System Settings → Privacy & Security e clique em Open Anyway — ou simplesmente transfira a versão atual.
Tudo neste guia vale no Mac; os detalhes específicos da edição Linux/macOS estão reunidos no respetivo capítulo.
Instalação no Android
- Instale o BURSU Connection Manager a partir do Google Play (Android 8.0 ou mais recente) — o caminho mais simples, com atualizações automáticas. Prefere não ter conta Google no dispositivo? A mesma aplicação também está disponível como
BURSUcm.apkdireto em bursucm.com/download; ao abri-lo, o sistema pede uma única vez a permissão para instalar a partir do seu navegador ou gestor de ficheiros. - Abra o BURSUcm e entre com a sua conta bursucm.com (e-mail/palavra-passe, Google, Microsoft, Apple ou GitHub), ou com um login de utilizador de base de dados como
name@handle. Se a sua conta tiver o início de sessão em dois passos ativado, a aplicação pede o código logo a seguir à palavra-passe — veja Início de sessão em dois passos.
A aplicação para Android é uma companheira da nuvem: ela precisa de uma conta BURSUcloud e mostra o mesmo catálogo do seu desktop. As suas funcionalidades e o seu modelo de segurança estão descritos no capítulo sobre Android.
Instalar no iPhone e iPad
- Instale o BURSU Connection Manager a partir da App Store — uma aplicação universal para iPhone e iPad, gratuita; precisa de iOS ou iPadOS 17 ou posterior.
- Abra-a e inicie sessão com a sua conta bursucm.com (e-mail e palavra-passe, Google, Microsoft, Apple ou GitHub) — ou com um utilizador de base de dados como
name@handle. Se a sua conta tiver o início de sessão em dois passos ativado, a aplicação pede o código logo a seguir à palavra-passe — veja Início de sessão em dois passos.
A aplicação para iOS e iPadOS é uma companheira da nuvem: precisa de uma conta BURSUcloud e mostra o mesmo catálogo do computador. As funcionalidades e o modelo de segurança estão no capítulo de iOS e iPadOS.
Armazenamento de dados e primeira execução
O BURSUcm guarda o catálogo inteiro (ligações, credenciais, utilizadores, snippets) numa única base de dados. Na primeira execução a aplicação pergunta onde essa base de dados deve ficar — e pode alterar a escolha depois em Settings → Database, entre uma base de dados local e o PostgreSQL; o BURSUcloud abre-se antes a partir do ecrã de início de sessão (veja Ligar a aplicação à nuvem):
| Modo | Onde os dados ficam | Ideal para | Como as palavras-passe são protegidas |
|---|---|---|---|
| SQLite local | um ficheiro neste computador | uma máquina, trabalho offline | no Windows: DPAPI (vinculado à sua conta do Windows) ou uma palavra-passe principal; no Linux/macOS: uma palavra-passe principal |
| PostgreSQL | o seu próprio servidor | uma equipa numa rede com servidor de BD próprio | palavra-passe principal (encriptação portátil AES-256-GCM) |
| BURSUcloud | uma base de dados isolada em bursucm.com | sincronização entre dispositivos e uma equipa | palavra-passe principal; a desencriptação acontece apenas no dispositivo (zero-knowledge) |
- Local database — entre como
admin/admin; a aplicação pede imediatamente a troca da palavra-passe. - BURSUcloud — entre com o seu e-mail e palavra-passe do bursucm.com, ou com Google, Microsoft, Apple ou GitHub (abre-se uma janela do navegador; a aplicação captura o login automaticamente), e escolha uma base de dados na lista.

Como o BURSUcloud funciona por dentro
- Cada base de dados recebe a sua própria base de dados PostgreSQL no servidor — os dados de clientes nunca se misturam.
- As aplicações acedem-lhe apenas pela API HTTPS; o SGBD em si não é exposto à internet.
- As palavras-passe de ligação são armazenadas encriptadas com a sua palavra-passe principal. A palavra-passe principal nunca viaja até ao servidor: a chave é derivada no seu dispositivo, o servidor só vê texto cifrado. Por isso uma palavra-passe principal esquecida não pode ser recuperada — guarde-a bem.
- Os utilizadores da base de dados viajam dentro da base de dados: um backup completo ou um dump SQL leva as contas de utilizador junto com os dados.
Migrar entre modos
- Em Settings → Database selecione e teste a base de dados de destino (o botão “Test”).
- Clique em “Migrate to another database…” — ligações, credenciais, utilizadores e snippets são movidos por inteiro para o destino: na aplicação para Windows, outro ficheiro de base de dados local ou uma base de dados PostgreSQL; na aplicação para Linux e macOS, outro ficheiro de base de dados local ou, desde a 3.1.3, uma base de dados PostgreSQL. Este botão não consegue levar um catálogo para o BURSUcloud; para isso, veja Mudar de uma base de dados local.
- Se vários computadores forem utilizar a base de dados, ative uma palavra-passe principal ANTES de migrar — caso contrário, palavras-passe encriptadas com DPAPI não abrirão nas outras máquinas.
Mudar de base de dados — em Settings → Database, com Import Database… ou respondendo que sim a “Switch to the migrated database now?” depois de uma migração — fecha todas as sessões abertas. Se houver alguma sessão aberta, a aplicação pergunta primeiro: “Open sessions (N) will be closed. Continue?”
Não sabe por onde começar? Fique com uma base de dados local. Se mais tarde passar para a nuvem, uma cópia portátil leva as suas ligações, credenciais, pastas e snippets; os utilizadores, as permissões e a sua ordem manual voltam a ser configurados lá.
PostgreSQL: o seu próprio servidor
Escolha PostgreSQL em «More options» no ecrã da primeira execução — ou mais tarde em Settings → Database → Database mode — e preencha o formulário. A aplicação monta a ligação sozinha; ninguém escreve uma cadeia de ligação:
| Campo | O que introduzir |
|---|---|
| Host, Port | o nome ou o endereço IP do servidor e a sua porta (5432 por predefinição) |
| Database | uma base de dados existente e vazia (bursucm por predefinição); a aplicação cria as tabelas no primeiro início de sessão |
| Username, Password | uma função PostgreSQL dona dessa base de dados (ou que possa criar tabelas nela). A palavra-passe fica cifrada neste computador — o BURSUcm não tem parte de servidor neste modo |
| Encryption | Required, verify server certificate (recomendado) — TLS, e o certificado do servidor tem de ser de confiança neste computador. Required, allow a self-signed certificate — TLS sem verificar quem está do outro lado; para um servidor privado com certificado próprio. Off — texto simples; apenas numa rede local de confiança |
Test connection mostra a versão do servidor ao lado do botão — ou o motivo da falha; um certificado recusado é explicado com as mesmas palavras, indicando a opção de cifra a escolher. Depois Continue: o esquema é criado, inicia sessão como admin / admin e define uma nova palavra-passe. Cada cliente — Windows, Linux, macOS — aponta para o mesmo servidor da mesma forma; utilizadores, grupos e direitos por pasta funcionam exatamente como nos outros modos.
Para partilhar estes dados de ligação sem os voltar a escrever, escolha Export config no formulário PostgreSQL e envie ao seu colega o ficheiro .bursucm-db resultante; Import config abre-o noutro computador Windows, Linux ou macOS. O ficheiro contém o host, a porta, a base de dados, o utilizador, a palavra-passe da base de dados e a opção de cifra — não o catálogo, a conta da aplicação, a palavra-passe principal do cofre nem os segredos guardados. Proteja o ficheiro com uma palavra-passe própria antes de o enviar: um ficheiro desprotegido contém a palavra-passe da base de dados em texto simples.

No servidor: o que um administrador configura
Versões. Qualquer versão que o próprio projeto PostgreSQL ainda mantenha — quando isto foi escrito, a 13 e posteriores. O BURSUcm não pede nada de exótico: o mais recente no seu esquema é ON CONFLICT (PostgreSQL 9.5), e a autenticação scram-sha-256 precisa do PostgreSQL 10. É desenvolvido e testado contra a 14 e a 16.
Dê-lhe uma função e uma base de dados próprias — e mais nada:
CREATE ROLE bursucm LOGIN PASSWORD 'a long random password';
CREATE DATABASE bursucm OWNER bursucm;
REVOKE ALL ON DATABASE bursucm FROM PUBLIC;
- Nada de SUPERUSER, CREATEROLE ou CREATEDB. A função é dona de uma base de dados e não precisa de mais nada. Um superutilizador aqui significa que quem chegar ao catálogo lê todas as outras bases desse servidor — e o
pg_hba.confjá não desfaz isso. - Deixe entrar apenas a sub-rede dos clientes — no
pg_hba.conf, acima de qualquer linha mais ampla, porque ganha a primeira que corresponde:
Ponha a sua sub-rede, apague todas as linhas# TYPE DATABASE USER ADDRESS METHOD hostssl bursucm bursucm 192.168.10.0/24 scram-sha-256truste liguessl = onelisten_addressesnopostgresql.conf. Depoissudo systemctl reload postgresql. - O certificado tem de nomear o host que escreve. Com Required, verify server certificate a aplicação compara o certificado do servidor com o nome do campo «Host»: um certificado emitido para
db.example.lannão serve para uma ligação a10.0.0.5. Ligue-se por esse nome e garanta que a AC emissora é de confiança no computador cliente. A opção do meio, um certificado autoassinado, cifra mas não prova nada sobre quem respondeu. - Feche a porta na firewall. 5432 acessível a partir da sub-rede dos clientes e de mais lado nenhum — por exemplo
sudo ufw allow from 192.168.10.0/24 to any port 5432 proto tcp. - Faça cópias como a qualquer base de dados.
pg_dump -Fc bursucm > bursucm-$(date +%F).dumpcom horário, guardadas fora dessa máquina, e restaure uma de vez em quando num sítio inofensivo: uma cópia por testar é uma esperança, não uma cópia. O despejo leva o catálogo e as palavras-passe guardadas como texto cifrado — é precisa a palavra-passe principal para as ler, mas trate o ficheiro como um segredo na mesma.
Ligações

Criar uma ligação
- Clique em “+ Add Connection” (ou Ctrl+T, ou clique com o botão direito numa pasta → “Add connection here…”).
- Preencha o nome, o tipo (protocolo), o host e a porta. A porta já vem preenchida conforme o protocolo (22, 5985, 3389, 5900, 23…).
- No modo BURSUcloud, o campo BURSUlink connection acima do host e da porta escolhe entre Direct e Through BURSUlink — um agente num computador atrás de NAT (veja BURSUlink).
- Introduza o nome de utilizador e a palavra-passe manualmente — ou escolha uma credencial guardada do cofre (veja Credenciais).
- O campo “Folder” abre uma árvore de pastas: as mesmas pastas, pela mesma ordem e recolhidas da mesma forma que na árvore principal (recolhê-las aqui não altera a árvore principal). A pasta escolhe-se, não se escreve um caminho; General (no folder), no topo da lista, deixa a ligação fora de qualquer pasta. Uma pasta nova cria-se primeiro na árvore, a partir do menu de contexto.
- Opcionalmente adicione tags (separadas por vírgula) e notas.
Pastas, favoritos, pesquisa
- Pastas — aninhamento ilimitado; o estado expandido/recolhido é lembrado e, no modo nuvem, sincroniza entre dispositivos junto com a ordem das pastas.
- Filtros acima da árvore: All, Favorites, Recent. A estrela no cartão da ligação adiciona-a aos favoritos.
- Pesquisa (Ctrl+F) encontra nomes e hosts instantaneamente.
- Quick Connect — uma linha
user@host:portpara uma sessão avulsa, sem a guardar no catálogo. Depois, Guardar como ligação no menu do separador abre o editor de uma nova ligação já preenchido com o que escreveu.
O menu do botão direito — a via rápida
A maior parte da cirurgia diária no catálogo nunca abre um diálogo; ela mora no menu de contexto.
- Numa pasta: “Add connection here…”, “New subfolder…”, “Rename folder…” e “Default credential for this folder” — um login para tudo o que está lá dentro (veja herança por pasta).
- Eliminar uma pasta: “Delete folder...” elimina apenas uma pasta vazia. Se lá dentro ainda houver ligações, credenciais ou subpastas, nada é eliminado — a janela indica quantas ligações (numa pasta de credenciais, quantas credenciais) e subpastas contém, para que as mova ou elimine primeiro. Antes do Windows 5.1.4 e do Linux e macOS 3.1.3, todo o conteúdo subia um nível. A mesma regra aplica-se em bursucm.com.
- Numa ligação: Connect, Open in split view, Copy Username / Copy Password (a palavra-passe vai para a área de transferência sem nunca aparecer no ecrã), Copy As — duplique a entrada para criar uma parecida em dois cliques, Wake on LAN — envia um pacote mágico para o endereço MAC da ligação para acordar uma máquina adormecida antes de se ligar a ela, Move to folder, Edit, Delete.
- Também no mesmo menu: um “Open SFTP” direto — o painel de ficheiros sem abrir primeiro um terminal; e para RDP no Windows, “Open with Remote Desktop” — a sessão numa janela externa do mstsc em vez de um separador.
- Numa credencial: Edit, Copy As, Move to folder, Delete — mesma ideia, mesma velocidade.
Wake on LAN e o endereço MAC
Todos os tipos de ligação, exceto Serial, têm o campo MAC address (for Wake on LAN, optional). Com um endereço guardado, Wake on LAN no menu de contexto envia o pacote mágico — por difusão e também diretamente para o endereço da própria máquina, porque um computador adormecido em Wi-Fi nunca recebe a difusão.
Desde o Windows 3.8.1 e o Linux e macOS 2.8.1, o botão Get MAC ao lado do campo lê o endereço por si. Primeiro pergunta à rede deste computador (ARP): de imediato e sem credenciais, mas apenas para uma máquina ligada e na mesma rede local. Numa ligação SSH a uma máquina atrás de um router, a aplicação inicia depois sessão — com as credenciais, a chave, a verificação da chave do host e o jump host da própria ligação — e pergunta à máquina. Para qualquer outro tipo de ligação fora da rede local, leia o endereço numa ligação SSH a essa máquina ou escreva-o à mão.
Um Mac, um iPhone ou um iPad em Wi-Fi mostram por predefinição um endereço privado: diferente em cada rede e substituído de duas em duas semanas. A aplicação avisa quando Get MAC devolve um. O despertar funciona enquanto esse endereço durar; depois, leia-o de novo ou desative o endereço privado para esta rede no dispositivo. Numa máquina virtual ou num contentor, um endereço atribuído por software é normal e não muda.
A sua própria ordem — organizar pastas e entradas manualmente
A ordem alfabética é a predefinição, mas raramente corresponde à forma como realmente pensa nos seus servidores. As duas árvores — ligações e credenciais — podem ser organizadas manualmente:
- Passe o rato sobre qualquer linha — uma pasta, uma ligação ou uma credencial — e pequenas setas ▲ ▼ aparecem à direita. Cada clique troca a linha com a vizinha.
- As setas mantêm a árvore como está: as pastas movem-se entre pastas, as entradas entre entradas dentro da sua pasta — só muda a ordem de apresentação.
- Ou arraste com o rato nas aplicações para Windows, Linux e macOS: pegue numa pasta ou entrada e largue-a onde deve ficar — uma linha mostra o lugar e um contorno, a pasta para onde vai. Entre as vizinhas, move-se de imediato. Para dentro de uma pasta, para fora dela ou para o nível superior, primeiro uma janela mostra o que se move, de onde, para onde e em que lugar — e um administrador vê quem ganha ou perde acesso; nada muda até premir Mover. Uma pasta leva consigo as subpastas, entradas, permissões de acesso e ordem. Se deixar o ponteiro sobre uma pasta fechada, ela abre-se; Esc cancela. Em Favoritos, Recentes e durante uma pesquisa o arrastar está desligado.
- A ordem é guardada na base de dados, não no dispositivo: no modo nuvem a aplicação para Windows, a aplicação para Linux/macOS, o portal web, a aplicação para Android e a aplicação para iOS/iPadOS mostram exatamente a ordem que definiu. No portal, as mesmas setas ficam em cada linha dos separadores Ligações e Credenciais.
- Nos telemóveis uma linha move-se com a pega de arrastar no Android, e com Move up / Move down no seu menu no iPhone e no iPad — na lista completa, fora de uma pesquisa e só com permissão de edição.
- Tudo o que nunca reordenou — e tudo o que for recém-criado — segue simplesmente em ordem alfabética a seguir aos itens organizados, pelo que as novas entradas nunca desaparecem.
O cartão da ligação

Clique numa ligação para abrir o seu cartão: host/porta/protocolo, a credencial vinculada com botões Copy e Show/Hide, tags, notas, hora do último uso. No topo — Connect, favorito, Edit, Delete.
Desde o Windows 5.1.1 e o Linux e macOS 3.1.1, a linha Last used do cartão indica quando a ligação foi usada pela última vez e, numa base de dados partilhada (BURSUcloud ou PostgreSQL), por quem — por exemplo, “by user2554, at 15.02.2025 21:22 GMT+4”. A hora aparece no seu próprio fuso horário, com o desvio GMT em vigor nessa data. Uma base de dados SQLite local mostra apenas a hora. Uma ligação conta a partir do momento em que a sessão fica estabelecida; um início de sessão falhado não é registado.
Com sessões abertas pode clicar livremente noutras ligações e ler os seus cartões — os separadores de sessão ficam onde estão. Para voltar: “← Go back to open sessions”.
Terminal e sessões

Separadores
- Cada sessão é um separador. Arraste para reordenar; clique com o botão direito para Duplicate, Pin, Close. Com muitas sessões abertas, os separadores estreitam-se e partilham uma linha, como num navegador; o + no fim abre uma nova ligação e a roda do rato desloca a barra.
- Ponto de estado em cada separador: amarelo — a ligar, verde — ativa, vermelho — caiu, roxo — ligada através de um jump host. Dá para identificar uma sessão morta sem abrir o separador.
- Numa queda inesperada (rede, um servidor que deixou de responder, um reinício) o separador fica vermelho e volta a ligar-se sozinho — veja Quando a ligação cai. O overlay dentro da sessão mantém o botão Reconnect: Enter volta a ligar de imediato. Uma saída intencional (
exit, Ctrl+D) fecha o separador normalmente. - Duplicar com o cwd: duplicar um separador SSH abre a nova sessão no mesmo diretório em que estava a trabalhar — sem cerimónia de
cd.
Quando a ligação cai — nova ligação automática
Desde o Windows 5.1.2 e o Linux e macOS 3.1.2 uma sessão que cai volta a ligar-se sozinha — SSH, SFTP e FTP, Telnet, WinRM, portas série, RDP, VNC e Apple Remote Desktop. Só volta a ligar-se uma sessão que caiu: o seu próprio exit, ou terminar a sessão num ambiente de trabalho remoto, continua a fechar o separador.
- A contagem decrescente: o separador fica vermelho, espera 30 segundos e volta a ligar-se — até três tentativas. Para o separador que está a ver, a janela “Connection lost” mostra o motivo e a contagem decrescente, com Reconnect now e Cancel; um separador em segundo plano conta em silêncio. Depois de três tentativas falhadas a janela indica-o e oferece Reconnect (mais três tentativas) ou Close.
- Um servidor que deixa de responder: uma sessão SSH ou SFTP pergunta ao servidor se ainda está lá uma vez por intervalo de keep-alive (15 segundos por predefinição, Settings → SSH) e considera a sessão perdida após 10 segundos sem resposta. Um servidor bloqueado, ou um que reinicia sob uma sessão aberta, é detetado em segundos em vez de deixar o terminal à espera. Os dados que continuam a chegar contam como resposta, pelo que uma transferência grande numa ligação lenta não é confundida com um servidor em baixo. Uma sessão FTP inativa mantém-se aberta com um comando keep-alive uma vez por minuto.
- O teclado continua consigo: uma tentativa em segundo plano nunca fica com o teclado nem muda de separador — o que escreve noutro separador, numa caixa de diálogo ou no segundo painel fica lá. Uma pergunta com que uma tentativa se depara (uma chave de host, um jump host, um certificado de RD Gateway) espera até abrir o respetivo separador, e uma chave de host alterada nunca é aceite em silêncio.
- Palavras-passe que escreveu: se escreveu a palavra-passe ao ligar e não a guardou, uma tentativa automática não a volta a enviar: o separador espera por si, e o respetivo Reconnect usa o que escreveu.
- Visão dividida: um segundo painel que perde a sessão volta a ligar-se sozinho no mesmo sítio. Se o painel principal cair enquanto o segundo continua a funcionar, o painel que funciona não é tocado; Reconnect e Close perguntam primeiro e indicam a sessão do segundo painel que fecharia com o separador.
- Reencaminhamento de portas: os túneis
-L,-De-Rde uma sessão perdida são libertados de imediato, pelo que a sessão restabelecida pode voltar a abrir as mesmas portas.
Trabalhar no terminal
- Cores ANSI completas: Midnight Commander, htop e outras aplicações TUI renderizam corretamente.
- Botão direito do rato — configurável nas opções SSH e WinRM da ligação (Right-click in terminal): “Copy if selected, otherwise paste (default)”, “Copy selection, paste on right-click” ou “Show a Copy/Paste context menu”. Selecionar texto copia-o apenas no modo “Copiar a seleção, colar com o botão direito”; nos outros dois modos copia o botão direito, pelo que uma linha que seleciona para ler não substitui o que acabou de copiar.
- Colagem segura: se a área de transferência contém várias linhas (os comandos seriam executados imediatamente), aparece uma confirmação com pré-visualização — proteção contra comandos ocultos copiados de páginas web. Isso protege todas as rotas de colagem: Ctrl+V, Shift+Insert, botão direito e o menu de contexto.
- Colagem limpa: as terminações de linha são normalizadas e o bracketed paste é suportado, pelo que os shells modernos (bash 5.1+, zsh) e REPLs recebem uma colagem de várias linhas como um único bloco editável em vez de a executarem linha a linha — e colar em editores nunca deixa caracteres
^Mperdidos. - Janela completa estende a sessão a toda a janela da aplicação; Ecrã inteiro (sair com F11) ocupa todo o monitor. A sua barra — os separadores das sessões, os botões da sessão, Sair do ecrã inteiro, Minimizar e um alfinete que a fixa — ocupa toda a largura do ecrã e desce quando o rato para um instante no centro do rebordo superior, para que os separadores e botões de janela do ecrã remoto nos cantos continuem a receber cliques. Num Mac os seus separadores e botões ficam na própria barra que o sistema mostra. Nenhum dos modos deixa outros programas atrás: o programa para o qual muda — um mensageiro, um navegador — vem para a frente, como na Ligação ao Ambiente de Trabalho Remoto (Windows 5.3.7).
- Largura da barra lateral: arraste o limite direito da barra lateral para a tornar mais larga ou mais estreita — a largura é memorizada, e um duplo clique no limite repõe a largura predefinida. Numa barra lateral estreita, os botões mostram ícones e contagens em vez de palavras cortadas, e cada um indica o seu nome numa dica.
- O + no fim da barra de separadores — e na barra do ecrã inteiro — abre Abrir ligação: a árvore das ligações com uma pesquisa no topo. As setas percorrem a árvore, Enter ou um duplo clique liga, Expandir tudo / Recolher tudo dobram as pastas, e + Adicionar ligação em baixo cria uma nova. A ligação abre-se sem sair da janela completa nem do ecrã inteiro.
- Uma barra de deslocamento fina à direita permite voltar pelo buffer sem cobrir o texto.
Aparência — esquema de cores e fonte

Deixe o terminal com a sua cara em Settings → Appearance (vale para todas as sessões de terminal — SSH, Telnet e Serial):
- Esquema de cores: escolha entre os temas integrados — Classic, Dracula, Solarized e outros — equilibrados entre legibilidade e visual.
- Fonte: escolha a família e o tamanho; todo o scrollback é renderizado de novo no momento para comparar de relance.
Registar uma sessão em ficheiro
Precisa de uma transcrição do que aconteceu num servidor? Ative o registo de sessão por ligação e o BURSUcm grava a saída da sessão num ficheiro de texto enquanto trabalha.
- São precisos dois interruptores: Log terminal session output to files (per connection) em Settings → Logs e Log this session's output to a file na própria ligação. O campo Logs folder fica no mesmo separador Settings → Logs; as transcrições vão para a subpasta
sessions. - Cada sessão ganha o seu próprio ficheiro com carimbo de data e hora, pelo que fica com um registo limpo para auditorias, tickets de alteração ou só para se lembrar do que escreveu na semana passada.
Os logs de sessão são texto puro no seu disco — podem conter a saída de comandos e qualquer coisa impressa no ecrã. Mantenha a pasta de logs num local que mais ninguém possa ler.
Visão dividida — duas sessões lado a lado
Um separador pode conter duas sessões de terminal:
- Outro servidor ao lado: clique com o botão direito numa ligação na árvore → “Open in split view” (entra no separador ativo).
- O mesmo servidor de novo: o botão “Duplicate in split” na barra de ferramentas da sessão.
- O botão ⇅ inverte o layout: lado a lado ⟷ empilhado.
- Se um painel sai, o outro assume o separador inteiro. Jump hosts e túneis funcionam também no segundo painel.
- Um painel que perde a sessão volta a ligar-se no mesmo sítio — veja Quando a ligação cai.
Broadcast — introduza uma vez, envie para todos
O botão Broadcast na barra de ferramentas da sessão espelha as suas teclas para todas as sessões de terminal abertas (separadores e painéis divididos). Enquanto está ligado, um banner laranja vivo mostra “Broadcasting input to N sessions” com um botão Stop.
O Broadcast envia comandos a todos os servidores sem distinção. Verifique o banner e as suas sessões abertas antes de premir Enter depois de algo como reboot.
Snippets de comandos
Os snippets são uma biblioteca partilhada de comandos guardados que envia para um terminal num clique.
- Enviar: o botão Snippets na barra de ferramentas de uma sessão SSH/Telnet/Serial → escolha um comando no menu agrupado. É escrito no terminal (sem Enter — decide quando o executar); o foco do teclado permanece no terminal.
- Placeholders: escreva
{name}num comando — por exemplosystemctl status {service}. Um diálogo pergunta cada valor no momento do envio. - Gestão: a janela de snippets abre pelo painel inicial (“⚡ Command snippets”) ou por Settings → Other → “Manage snippets…”. Campos: nome, grupo, comando, descrição.
- Sincronização: os snippets ficam na base de dados — no modo nuvem são partilhados com toda a equipa e também podem ser editados no portal web (o separador Snippets).
- Permissões: todos podem usar snippets; adicionar e alterar exige o papel de administrador ou o direito “Can manage command snippets”. Uma base de dados nova já vem preenchida com predefinições úteis (df, systemctl, journalctl, apt, docker, ss…).
- Com o Broadcast ligado, um snippet vai para todas as sessões de uma vez.
Atalhos de teclado
Ligados/desligados em Settings → Appearance → “Enable keyboard shortcuts”; a mesma página mostra esta legenda.
| Atalho | Ação |
|---|---|
| Ctrl+T | Nova ligação |
| Ctrl+W | Fechar o separador atual |
| Ctrl+Tab / Ctrl+PgDn | Próximo separador |
| Ctrl+Shift+Tab / Ctrl+PgUp | Separador anterior |
| Ctrl+1…9 | Ir para o separador 1–9 |
| Ctrl+F | Focar a caixa de pesquisa |
| Ctrl+K | Paleta de comandos: pesquisar ligações, separadores abertos e ações |
| Ctrl+L | Bloquear o cofre de credenciais |
| F11 | Sair do ecrã inteiro |
| Enter / Esc | No overlay de queda: voltar a ligar / fechar |
Dentro de um terminal, copiar e colar seguem as convenções de terminal: Ctrl+Shift+C copia a seleção, Ctrl+V ou Shift+Insert cola, e o Ctrl+C puro continua a ser o que deve ser — a tecla de interrupção do programa remoto.
Num separador do AppleRD valem os atalhos do Mac: copiar e colar no Mac são Win+C / Win+V num teclado Windows, Alt+C / Alt+V no Linux e Command+C / Command+V no macOS — veja o teclado do AppleRD.
Recursos avançados de SSH
Autenticação
No cartão da ligação → SSH options há três formas de entrar:
| Método | Configuração | Quando escolher |
|---|---|---|
| Password | introduzida manualmente ou vinda de uma credencial guardada | a predefinição |
| Private key | aponte para um ficheiro de chave ou escolha uma chave SSH no cofre de credenciais; a passphrase, se a chave a tiver | a chave vive como ficheiro no disco ou é partilhada com a equipa através do cofre de credenciais |
| SSH agent | nada a configurar — as chaves vêm do agente SSH do sistema | introduza a passphrase uma vez no agente em vez de a cada ligação |
A mesma página define o keep-alive e o timeout de ligação (vazio = as predefinições globais de Settings → SSH) e o tipo de terminal (TERM).

Agente SSH
No Windows a aplicação conversa com o OpenSSH Authentication Agent (e com o Pageant); no Linux e macOS, com o ssh-agent padrão.
- Windows: ative o serviço “OpenSSH Authentication Agent” (Services → tipo de arranque “Automatic” → Start). Linux/macOS: normalmente o agente já está a correr na sua sessão.
- Adicione uma chave:
ssh-add /path/to/key— a passphrase é pedida uma vez. - Nas opções SSH da ligação, selecione o método “SSH agent”. Pronto: a passphrase nunca é armazenada nem pedida de novo.
Jump host — a ligar através de um bastião
Se um servidor só é alcançável através de um host intermediário (um bastião), o BURSUcm monta o túnel automaticamente, como ssh -J:
- Abra o bastião no seu catálogo → Edit → SSH options → marque “This connection can be used as a jump host”.
- Na ligação de destino → SSH options → “Connect via (jump host)” → escolha o bastião. Só ligações marcadas aparecem como candidatas.
- Ligue-se normalmente. Tanto o terminal como o painel SFTP funcionam. Cadeias são suportadas: o próprio bastião pode passar por outro jump host.
- O separador dessa sessão ganha um ponto roxo, e o cartão mostra uma linha “Jump host”.
- Segurança: a chave do host é verificada contra o destino real, não contra o túnel — uma troca do servidor de destino será notada.
Encaminhamento de portas (túneis -L / -R)
Cada ligação SSH pode carregar uma lista de túneis (SSH options → Port forwards) que abrem automaticamente com a sessão:
| Tipo | O que faz | Exemplo |
|---|---|---|
| Local (-L) | uma porta no seu PC leva ao destino através do servidor | local 5432 → db.internal:5432: alcance uma base de dados atrás de firewall como localhost:5432 |
| Remote (-R) | uma porta no servidor leva de volta a um destino a partir do seu PC | porta 8080 do servidor → o seu servidor de desenvolvimento local localhost:3000 |
| Dynamic (-D) | um proxy SOCKS5 no seu PC; cada ligação feita a ele viaja através do servidor | proxy em 127.0.0.1:1080 → um browser, curl --proxy socks5h://127.0.0.1:1080 ou um cliente de base de dados chega a tudo o que o servidor consegue encaminhar |
O estado de cada túnel é impresso no terminal quando a sessão inicia. Os túneis também funcionam através de um jump host. Um separador cuja ligação carrega encaminhamentos mostra um sufixo “(F)” no título.
Um reencaminhamento dinâmico (desde o Windows 3.3 e Linux/macOS 2.3) abre um proxy SOCKS5 apenas em 127.0.0.1 — nunca é oferecido à rede em que o seu computador está. Os nomes também são resolvidos do lado do servidor (socks5h), por isso os hosts internos funcionam. Vários serviços atrás do mesmo host? Um reencaminhamento dinâmico substitui uma lista de locais. Os telemóveis mantêm este reencaminhamento ao guardar a ligação, mas não o iniciam.
Em Linux e macOS, a porta em que um túnel local (-L) ou dinâmico (-D) escuta tem de ser 1024 ou superior: as portas inferiores pertencem ao root, por isso um túnel na 443 comunica “Permission denied” e não arranca — a aplicação diz-o por baixo da linha vermelha. 1080 é a porta habitual do SOCKS5. O Windows não tem este limite, e é por isso que a mesma ligação pode funcionar num computador e não noutro.
tmux — uma sessão que sobrevive a uma ligação caída
Desde o Windows 3.3, Linux/macOS 2.3 e Android 1.8.8 — e também no iPhone e no iPad — uma ligação SSH pode viver dentro do tmux no servidor: marque Keep the session in tmux nas opções SSH e dê um nome à sessão (por defeito BURSUcm). Quando a shell abre, a aplicação anexa-se a essa sessão — criada na primeira vez, retomada em cada ligação seguinte.
- Uma ligação caída não perde nada: volte a ligar e está no mesmo ecrã com os mesmos programas a correr. A mesma opção no telemóvel junta-se à mesma sessão, por isso o trabalho começado no desktop continua no Android, no iPhone ou no iPad e vice-versa.
- Desanexar com Ctrl+B e depois D: volta à shell normal e o separador fica aberto; a sessão continua a correr no servidor. O título do separador mostra “(tmux)” enquanto está lá dentro.
- A roda do rato percorre o histórico do próprio tmux, o painel de ficheiros continua a seguir o
cd, e o assistente de IA continua a ver quando um comando termina. - O tmux tem de estar instalado no servidor (
sudo apt install tmux,sudo dnf install tmux); um servidor sem ele di-lo no terminal e a sessão continua sem tmux. Não há nada a configurar no servidor — a aplicação define o que precisa para a sua própria sessão.

Verificação da chave do host (proteção contra MITM)
Como o PuTTY, o BURSUcm verifica a identidade do servidor pela impressão digital da chave:
- Primeira ligação: um diálogo “Unknown SSH server” com a impressão digital — verifique-a e escolha “Trust & remember” (ou “Connect once”).
- A chave mudou: um aviso destacado. Continue apenas se o servidor tiver sido realmente reinstalado ou se a chave tiver sido alterada.
- Modos em Settings → SSH: “Ask once, then remember (recommended)”, “Strict - only allow already-trusted hosts” (no Linux e no macOS: “Strict - only allow already-trusted servers”), “Off - do not verify (insecure)”. O botão “Forget all trusted SSH host keys” também fica lá.
O painel de ficheiros SFTP

- O botão “Files (SFTP)” numa sessão SSH abre um gestor de dois painéis: este computador à esquerda, o servidor à direita.
- Fila de transferências: cada upload e download passa por uma fila com barras de progresso e velocidade por ficheiro. As cópias longas já não bloqueiam o painel — continue a navegar enquanto elas decorrem.
- Arrastar e largar: largue ficheiros diretamente do seu gestor de ficheiros (Explorer no Windows) no painel remoto.
- Pastas inteiras: enviar ou transferir um diretório espelha a árvore inteira, subpastas incluídas.
- Mover (F6): transfira um ficheiro — ou uma pasta inteira — para o outro lado e remova a origem, numa única ação. A eliminação espera até cada ficheiro ter chegado: uma movimentação em que algo foi saltado ou falhou deixa a origem intacta.
- Abrir no menu de contexto do painel do servidor transfere o ficheiro e abre-o no programa que o seu sistema usa para esse tipo; cada gravação aí volta para o servidor (Linux e macOS desde 3.3.1).
- Crie pastas e ficheiros, mude o nome, elimine, chmod (permissões octais: 644, 755…), confirmação de substituição com as datas dos ficheiros.
- Abertura automática para novas sessões SSH e seguir a pasta do shell (o painel acompanha o
cd; apenas bash) são ligados em Settings → SSH. - Ordenação e largura das colunas: um clique no cabeçalho de uma coluna ordena por ela; outro clique inverte a ordem. “..” fica sempre em primeiro, as pastas vêm antes dos ficheiros, em caso de empate decide o nome, e “Alterado” ordena pela data real. Arraste a margem de um cabeçalho para alargar ou estreitar a coluna.
RDP: ambiente de trabalho remoto

No Windows: dois motores
| Motor | O que é | Quando escolher |
|---|---|---|
| BURSUrdp (primary) | o nosso próprio motor RDP integrado na aplicação | a predefinição: sessões fluidas dentro do separador, gráficos H.264, multimonitor, todas as opções de redirecionamento |
| Microsoft RDP (built-in) | o componente nativo do Windows | uma alternativa quando o BURSUrdp não serve; verificação estrita de certificado |
O motor pertence à ligação: na primeira abertura, a aplicação pergunta que motor usar e memoriza a resposta na própria ligação (mude quando quiser nas suas opções RDP; Settings → RDP define a predefinição para as novas). A escolha fica guardada no próprio catálogo, pelo que, em modo nuvem, a aplicação para Windows e a para Linux/macOS abrem a mesma ligação com o mesmo motor. Na primeira ligação a um servidor novo, a aplicação pede-lhe que verifique o certificado dele — e quando a sessão passa por um RD Gateway, o certificado do próprio gateway é verificado e memorizado separadamente do certificado do servidor. Um host que não responde é reportado como inacessível em segundos, e não como um separador preto e mudo. Se escolher outro motor nas opções RDP de uma ligação, a pergunta volta na ligação seguinte, com esse motor já selecionado; uma ligação através de um agente BURSUlink usa sempre o BURSUrdp.
O BURSUrdp pede-lhe que verifique o certificado do servidor na primeira ligação e memoriza-o — se ele mudar depois, é avisado. Ligue-se apenas a servidores em que confia, ou ative o modo estrito: RDP options → “Server authentication” → “Do not connect if it fails”.
Se o servidor recusar a negociação de segurança — por exemplo, porque a sua camada de segurança está definida como “RDP” nas definições de Ambiente de Trabalho Remoto —, a aplicação comunica agora exatamente essa recusa, em vez de “nenhum certificado oferecido” acompanhado de um código de erro do motor.
No Linux e macOS: BURSUrdp e IronRDP
A aplicação para Linux/macOS renderiza RDP diretamente dentro do separador com o seu próprio motor BURSUrdp — o mesmo do Windows, com gráficos H.264 e suporte a multimonitor — e um motor leve IronRDP como alternativa. Sem cliente externo, sem truques de X11, comportamento idêntico nos dois sistemas. Copiar e colar funcionam com a área de transferência do sistema, a sessão renegocia a resolução quando redimensiona a janela, e voltar a ligar depois de uma queda é um único clique. Os certificados de servidor aceites são memorizados; a lista pode ser limpa em Settings → Trusted hosts. Uma ação “Open with Remote Desktop (system)” continua disponível no menu de contexto da ligação, se preferir uma janela externa.
Opções por ligação

- Display: profundidade de cor (15/16/24/32 bits), qualidade da ligação (LAN / banda larga / lenta / auto), todos os monitores (multimon, motor do Windows); imagem nítida em ecrãs Retina / HiDPI — num monitor com escala acima de 100%, a sessão recebe os píxeis reais do ecrã com a sua escala e o texto fica nítido no tamanho habitual (ativada por predefinição, os dois motores; desative-a para um servidor que ignora a escala e desenha tudo minúsculo).
- Ponteiro: o ponteiro assume as formas do próprio servidor — setas de redimensionamento, a mão sobre ligações, o cursor de texto — nos dois motores (Windows 5.2.5, Linux & macOS 3.3.0).
- Local resources: área de transferência, unidades locais, impressoras, microfone; onde o áudio remoto toca.
- Outros: domínio, RD Gateway.
RD Gateway
Um servidor a que só se chega através de um gateway de Ambiente de Trabalho Remoto (Remote Desktop Gateway) é configurado na própria ligação: RDP options → Security → “RD Gateway host (optional)”. Escreva o nome de anfitrião do gateway; um campo vazio significa ligação direta. O campo é igual na aplicação para Windows e na aplicação para Linux e macOS e acompanha a ligação no catálogo.
- Credenciais: o gateway recebe o nome de utilizador, o domínio e a palavra-passe da própria ligação — não há credenciais separadas para o gateway. Um gateway a quem não confiaria essa palavra-passe é o gateway errado.
- Transporte: HTTPS na porta 443, com o transporte HTTP do gateway (o antigo RPC sobre HTTP não é usado). Escreva o nome de anfitrião — ou
host:portquando o gateway não escuta na 443 (Windows 5.2.0; a aplicação para Linux e macOS a partir da 3.2.1). - Motores: o BURSUrdp passa pelo gateway no Windows, no Linux e no macOS. O motor da Microsoft no Windows também, com as verificações próprias do Windows. O motor de recurso IronRDP no Linux e no macOS não consegue usar um gateway, por isso o campo fica esbatido enquanto está selecionado.
- O certificado do gateway é verificado antes do início da sessão e guardado separadamente do do servidor: na primeira ligação a aplicação mostra a impressão digital (Trust & remember ou Connect once), e um certificado alterado dá um aviso em vez de ser aceite em silêncio. Se o certificado não puder sequer ser lido, a ligação é cancelada — o gateway veria a mesma palavra-passe que o servidor. Settings → RDP → “Forget all trusted RDP certificates” esquece também os certificados dos gateways (desde o Windows 5.1.5 e o Linux e macOS 3.1.4).
- Um gateway diferente numa ligação partilhada faz parte da verificação Routing changed.
- No Android, iPhone e iPad (desde a 2.0) uma ligação RDP passa pelo gateway definido no desktop; as aplicações móveis não têm esse campo e não o podem alterar. Enviam o nome de utilizador e a palavra-passe da própria sessão (os smart cards não são suportados), usam a porta 443 salvo se o campo do desktop tiver
host:port, guardam o certificado do gateway à parte (Unknown RD Gateway, RD Gateway certificate changed) e perguntam antes de usar um gateway diferente do registado para a ligação (RD Gateway changed).
VNC: ambiente de trabalho remoto

Além do RDP, o BURSUcm fala VNC (RFB) e renderiza o ecrã remoto diretamente dentro de um separador — a mesma janela, os mesmos separadores e o mesmo comportamento de ecrã inteiro de todas as outras sessões. Funciona com os servidores comuns: RealVNC, TigerVNC, TightVNC, UltraVNC, x11vnc e a partilha de ecrã integrada do macOS e do Linux.
Partilha de ecrã no macOS: o modo padrão é VNC/RFB comum, e um Mac oferece-o a qualquer cliente VNC — é o caminho que o BURSUcm usa com Macs que não oferecem o protocolo próprio da Apple. A partilha de ecrã High Performance da Apple (macOS 14 ou posterior, um ecrã virtual transportado por UDP na porta da ligação e na seguinte) é tratada pelo tipo de ligação dedicado Apple Remote Desktop. Um Mac que a suporte continua a responder também no modo VNC padrão.
Encriptação e autenticação
- TLS / VeNCrypt: quando o servidor oferece, a sessão é encriptada (VeNCrypt, ou as variantes TLS do RealVNC/UltraVNC). O certificado do servidor é verificado na primeira ligação e memorizado — se mudar depois, é avisado (o mesmo modelo Trust-On-First-Use das chaves de host SSH e do RDP).
- Palavra-passe: a palavra-passe VNC padrão (e, onde o servidor a usa, um nome de utilizador) pode ser guardada numa credencial vinculada ou pedida no momento de ligar. VNC puro sem TLS envia o framebuffer sem encriptação — prefira um servidor com TLS, ou faça um túnel via encaminhamento de portas SSH.
- Início de sessão da Apple: um servidor VNC que oferece o início de sessão próprio da Apple (Apple Diffie-Hellman) com parâmetros de cifragem inseguros é recusado antes de a sua palavra-passe sair do computador, com uma mensagem que explica o motivo (desde o Windows 5.1.1 e o Linux e macOS 3.1.1).
Codificações e desempenho
- Suporta as codificações Tight, ZRLE e Hextile e negocia a melhor com o servidor; só a parte alterada do ecrã é redesenhada, pelo que até uma ligação lenta continua utilizável.
- Escala: o ecrã remoto pode ser mostrado em tamanho real ou ajustado para caber no separador.
- Modo de apenas visualização desliga o seu teclado e rato da sessão — observe ou apresente sem tocar no lado remoto por acidente.
- Partilha da área de transferência copia texto nos dois sentidos entre a sua máquina e o ambiente de trabalho remoto.
Importar ligações VNC existentes
Já tem ficheiros de ligação .vnc (do RealVNC Viewer, TigerVNC e outros)? Traga-os pelo Import num clique — host, porta e opções vêm juntos; as palavras-passe são pedidas ou vinculadas depois. Veja Importação de outras ferramentas.
A porta VNC padrão é a 5900 (display :0); o display :1 é 5901, e assim por diante. Defina-a na ligação como qualquer outra porta.
Apple Remote Desktop: ambientes de trabalho Mac
A par de RDP e VNC, o BURSUcm abre o ecrã de um Mac como uma ligação do tipo Apple Remote Desktop (o separador de definições e os diálogos da aplicação chamam-lhe AppleRD). Com macOS 14 ou posterior a ligação usa o caminho High Performance da Apple — vídeo acelerado por hardware e o som do sistema do Mac (a Apple documenta-o para Apple silicon; um Mac Intel também o transmite); num Mac que não o ofereça mostra o ecrã comum, totalmente utilizável, sem som.

Criar uma ligação
- Type: Apple Remote Desktop. Host, porta (
5900já preenchida) e o utilizador e a palavra-passe do macOS — a conta com que entra no Mac. No Mac tem de estar ativa a Partilha de ecrã ou a Gestão remota (Definições do Sistema → Geral → Partilha). - O High Performance está sempre ativo: já não há campos de modo nem de tipo de Mac; o próprio Mac diz ao BURSUcm o que é. Um Mac dá o High Performance a uma só ligação de cada vez e envia essa imagem apenas para as portas UDP 5900 e 5901 deste computador, por isso um computador só pode ter uma sessão destas. Se já estiver em uso, o BURSUcm avisa com O High Performance já está em uso e não liga — feche a outra ligação AppleRD e volte a ligar. Se um Mac não iniciar o High Performance (por exemplo, antes do macOS 14), a sessão abre com a imagem padrão. Em qualquer Mac o ponteiro assume as formas do próprio Mac.
- Modo de ecrã: Sessão privada — um ecrã virtual do tamanho da sua janela (nítido, e o painel do Mac apaga-se) — ou Espelho, que transmite o ecrã físico no seu tamanho nativo e o deixa aceso. Nítido e aceso são o mesmo interruptor da Apple e não podem ser combinados. O escurecimento do ecrã só funciona num Mac com Apple silicon: um Mac Intel mantém o ecrã ligado em qualquer modo, e o BURSUcm avisa uma vez.
- Interface do Mac à escala deste ecrã (Retina / HiDPI) — o Mac desenha a interface à escala deste ecrã: nítida em vez de ampliada.
- Video codec: H.264 4:2:0 (descodificado na GPU — o padrão mais ágil) ou HEVC 4:4:4 (texto colorido mais fino, descodificado na CPU).
- Audio: reproduzir o som do sistema do Mac na sessão. A linha de estado sob a imagem diz audio off quando o desligou, audio unavailable quando este computador não tem dispositivo de saída, e no audio na imagem padrão, que nunca transporta som.
Outra pessoa tem sessão iniciada no Mac
Quando outro utilizador tem sessão iniciada no Mac, as aplicações de desktop (Windows, Linux, macOS) perguntam o que fazer — Alguém está a usar este Mac:
- Pedir a nome que partilhe o ecrã — essa pessoa verá um pedido no Mac e terá de o permitir.
- Cancelar não liga.
Só é oferecido o pedido de partilha do ecrã, em qualquer Mac e em todas as aplicações — computador, telemóvel e tablet; não há início de sessão à parte.
Um Mac adormecido
Um Mac em repouso não responde a nada, e a Partilha de ecrã limita-se a esgotar o tempo de espera. Se a ligação tiver um endereço MAC guardado (consulte Wake on LAN e o endereço MAC), o BURSUcm verifica primeiro se o Mac responde. Se não responder, o separador mostra Waking the Mac and waiting for it to answer…, o pacote mágico é enviado e repetido de dez em dez segundos, e a sessão abre assim que o Mac responde — normalmente em cerca de meio minuto, num «dark wake» que serve o ecrã sem acender o painel do próprio Mac. A espera está limitada a 60 segundos, e fechar o separador termina-a. A um Mac que já está acordado nunca é enviado um pacote; sem um endereço guardado nada muda. Se o Mac continuar em silêncio, o erro indica que também lhe foi enviado um pacote de despertar e que não respondeu — pode estar desligado ou numa rede a que o pacote não chega. O próprio Mac tem de o permitir: Wake for network access nas suas definições de bateria ou de energia. Windows 3.8.1, Linux e macOS 2.8.1.
A identidade do Mac
Antes de oferecer a sua palavra-passe, o BURSUcm verifica quem responde. Na primeira ligação mostra a impressão digital da chave de host do Mac (SHA-256) e pede que a confirme — o mesmo modelo de primeira utilização de uma chave de host SSH; a partir daí, um Mac cuja chave mudou é recusado com um aviso. Settings → AppleRD define a política: As set on the Security tab (segue a definição geral de certificados — um «Off» herdado continua a significar «Ask once» para os Mac), Ask once, then remember, Strict — only allow already-trusted Macs ou Off (inseguro). Forget all trusted Macs apaga as chaves memorizadas. A palavra-passe em si nunca atravessa a rede: o início de sessão é o handshake SRP da Apple, e a sessão é cifrada com chaves dele derivadas.
Área de transferência
O texto é copiado nos dois sentidos. O que copia neste computador é enviado ao Mac enquanto o separador dele for aquele em que está a trabalhar; um segredo copiado de um cartão de credenciais nunca é reencaminhado. O que é copiado no Mac chega à sua área de transferência apenas enquanto o separador dele está visível e com o foco, pelo que uma sessão em segundo plano não pode substituir o que acabou de copiar.
Teclado
Na aplicação para Windows (desde a 5.2.1) o Mac recebe o carácter que a sua disposição de teclado produz: maiúsculas, Caps Lock, símbolos e acentos escritos com uma tecla morta — ´ e depois e dá “é”, ^ e depois e dá “ê”. As combinações com Ctrl ou Win enviam a tecla simples, pelo que um atalho é o mesmo em qualquer disposição, e largar as duas teclas Shift ao mesmo tempo larga ambas também no Mac.
- Windows: enquanto a imagem do Mac tem o teclado, as combinações com Win chegam ao Mac como combinações com Command — Win+C copia, Win+V cola, Win+Tab é Command+Tab. Win premida sozinha não abre o menu Iniciar, e Win+L continua a bloquear este computador. Clique fora do separador do AppleRD para recuperar os atalhos do Windows com Win. Desde a 5.2.1.
- Linux: Alt+C e Alt+V funcionam como Command+C e Command+V; o ambiente de trabalho fica com a tecla Super.
- macOS: a tecla Command é o Command.
High Performance: os limites da Apple
O caminho rápido é uma restrição da Apple, não nossa: a Apple documenta o High Performance para Macs com Apple silicon e macOS 14 ou posterior, com a Partilha de ecrã ou a Gestão remota ativadas. Um Mac Intel (testado: iMac 2020 com macOS 26) também o transmite, mas não consegue apagar o ecrã. A sessão em si corre pela porta TCP da ligação (5900); o High Performance acrescenta dois fluxos UDP nessa porta e na seguinte (5900 e 5901 por predefinição) em ambos os sentidos — o cliente responde a partir das mesmas duas portas locais —, pelo que uma firewall de qualquer dos lados tem de os deixar passar. Um Mac que não ofereça High Performance liga-se na mesma, como ecrã simples sem som. Através de um agente BURSUlink, estes fluxos UDP passam pelo agente, pelo que não é preciso abrir nada na rede do Mac.
No Android, iPhone e iPad
Desde o Android 2.0 e o iOS/iPadOS 2.0, uma ligação AppleRD abre-se também no telemóvel e no tablet. Num Mac com Apple silicon e High Performance, o vídeo é descodificado por hardware e o som do Mac toca no dispositivo, e o ecrã do Mac apaga-se para uma sessão privada ou fica ligado como espelho (sem High Performance, ou num Mac Intel, o ecrã do Mac continua ligado). No iPhone e no iPad, o ecrã virtual do Mac roda com o dispositivo numa sessão privada High Performance. A chave do Mac é confirmada na primeira ligação, como no desktop. Os limites: o texto copiado no Mac chega à área de transferência do dispositivo, mas nada volta para o Mac; no Android o vídeo é sempre H.264 e o telemóvel tem de ser de 64 bits.
O que deliberadamente não implementamos
O protocolo de administração proprietário da Apple Apple Remote Desktop (UDP 3283: observação silenciosa, distribuição de ficheiros e pacotes, listas de tarefas, inventário) é um protocolo separado e não documentado. O BURSUcm liga-se ao ecrã partilhado — que é o que a maioria entende por «ARD» — e não implementa esse protocolo de administração.
Telnet · Serial · Web · FTP
Telnet
O mesmo terminal integrado do SSH (cores, copiar/colar, broadcast, snippets). Atenção: o Telnet envia tudo em texto puro — use-o apenas em redes confiáveis.
Serial (porta COM)
- Defina a porta (por exemplo
COM3no Windows,/dev/ttyUSB0no Linux) e o baud rate na ligação. - As Serial options cobrem bits de dados, paridade, stop bits, controlo de fluxo.
- O caso clássico: a consola de um switch ou router por um adaptador USB-COM.
Web (HTTP/HTTPS)
- A página abre-se num separador de navegador incorporado — útil para painéis web (routers, IPMI, NAS) — que funciona como um navegador: Voltar / Avançar, Recarregar / Parar e Início; uma barra de endereço com um cadeado que diz se a ligação é segura; Copiar endereço; Abrir no navegador do sistema; e um menu ⋯ com zoom, Procurar na página (Ctrl+F), impressão e Ferramentas de programador (F12).
- As teclas são primeiro da página: uma consola web (Proxmox, iLO, iDRAC) recebe Ctrl+R, Esc e as restantes, e as teclas do navegador só atuam quando a página não as usa. Ctrl+W e Ctrl+Tab continuam a ser da aplicação.
- As janelas pop-up de início de sessão (Google, Microsoft, início de sessão único) abrem-se numa janela própria e concluem-se; uma ligação que abre uma página nova abre-a num separador novo. Um site que pede a câmara, o microfone, a localização, notificações, ler a área de transferência ou transferir vários ficheiros de uma vez pergunta primeiro — Memorizar para este site guarda a resposta.
- As transferências vão para a pasta Transferências e são listadas com o progresso — pausar, Retomar, cancelar, abrir, Mostrar na pasta: no Windows na janela Transferências, que abre quando uma transferência começa e pelo botão de transferências do separador; na aplicação para Linux e macOS no painel Transferências.
- Um programa, script, instalador ou imagem de disco transferido nunca é aberto em silêncio: no Windows Abrir pergunta primeiro; a aplicação para Linux e macOS mostra esse ficheiro na sua pasta em vez de o executar.
- Uma página abre no máximo 10 separadores em 10 segundos e 5 janelas pop-up, e as páginas abrem no máximo 20 separadores e 10 pop-ups no total; se uma página tentar abrir mais, um aviso indica que alguns separadores não foram abertos.
- Definições → Segurança → Navegador web limpa os dados de navegação de todos os separadores web e esquece as permissões dos sites e os certificados aceites para eles.
- Pode armazenar um login/palavra-passe e ativar “Ignore certificate errors” para painéis internos autoassinados; a exceção vale só para aquele host, nunca globalmente. O início de sessão guardado só é usado enquanto o separador mostra o próprio dispositivo — nunca para um site para o qual ele remete nem para uma janela que esse site abre. O navegador não oferece guardar as palavras-passe que escreve nas páginas: guarde-as no cofre.
FTP / FTPS
- Um gestor de ficheiros de dois painéis com a mesma fila de transferências e a mesma transferência de pastas inteiras do SFTP.
- Encriptação: FTP puro (nenhuma), FTPS explícito (AUTH TLS) ou FTPS implícito. O FTP puro envia a palavra-passe em texto claro — use FTPS sempre que o servidor suportar.
- O modo passivo (PASV) vem ligado por predefinição — funciona atrás de NAT.
WinRM: PowerShell em servidores Windows
Desde o Windows 3.3 e Linux/macOS 2.3 uma ligação do tipo WinRM abre uma consola PowerShell ou cmd.exe num servidor Windows como um separador de terminal — sem sessão RDP e sem servidor SSH do lado do Windows. O PowerShell corre sobre PowerShell Remoting, o cmd.exe sobre WinRS; ambos viajam dentro do WS-Management pela porta 5985 (HTTP) ou 5986 (HTTPS).

Criar uma ligação
- Type: WinRM. Host, porta (
5985vem preenchida;5986para HTTPS), utilizador e palavra-passe — uma credencial guardada funciona exatamente como no SSH. Uma conta de domínio escreve-se comoDOMAIN\user; uma conta local tem de ser membro dos Administradores (ou de Remote Management Users). - WinRM options: transporte (HTTP ou HTTPS), shell (PowerShell ou cmd.exe) e, para o cmd.exe, a página de códigos da consola — defina
866quando escrever cirílico numa sessão cmd; a saída lê-se bem em qualquer caso. Em HTTPS há ainda “Proceed past certificate errors” para um servidor de laboratório com certificado autoassinado. - A autenticação é NTLM: a palavra-passe nunca atravessa a rede em claro, e uma palavra-passe pedida por um script (
Read-Host -AsSecureString, um pedidoPassword:no cmd) é respondida sob a chave de sessão e não como texto no ecrã.
Confiança: certificados e HTTP simples
- HTTPS: a primeira ligação mostra a impressão digital do certificado do servidor. Verifique-a e escolha “Trust & remember” — a partir daí o certificado fica fixado como uma chave de host SSH, e um certificado alterado provoca um aviso em vez de ligar em silêncio. Settings → WinRM tem “Forget all trusted WinRM certificates”.
- HTTP simples: pergunta-se uma vez por servidor. O NTLM sela o corpo das mensagens, mas a identidade do servidor não é verificada — use HTTPS fora de uma rede de confiança. Os diálogos de confiança podem demorar; o separador espera pela sua resposta até três minutos.
- “Proceed past certificate errors” nas opções WinRM da ligação perdoa erros de cadeia apenas onde ainda nenhum certificado está memorizado. Um certificado em que já confiou continua vinculativo diga o que disser o interruptor, e com uma política estrita um certificado novo é recusado (desde o Windows 5.0.2 e Linux & macOS 3.0.2).
Trabalhar no terminal
- A saída flui enquanto um comando ainda corre; Ctrl+C interrompe o pipeline; os erros chegam como erros com a linha em que aconteceram, e
$LASTEXITCODEé reportado para o comando que o definiu. - Read-Host, -Confirm e um parâmetro obrigatório em falta perguntam e esperam por si, como numa consola local.
clear/clslimpam a janela; o Write-Host mantém as cores e o-NoNewline; uma colagem de várias linhas executa todas; o separador divide-se num segundo painel como um separador SSH, e a entrada broadcast chega-lhe.- O que o WinRM não consegue fazer: não há PTY, por isso não há redimensionamento da janela, programas em ecrã inteiro nem tmux; e o WS-Management não tem transferência de ficheiros, por isso não há painel de ficheiros — use SFTP, SMB ou o redirecionamento de unidades do RDP para ficheiros.
Ativar o PowerShell Remoting no servidor
Execute num PowerShell elevado na máquina Windows a que quer chegar:
Enable-PSRemoting -Force
# acessível a partir de outras redes, não só da sub-rede local:
Set-NetFirewallRule -Name 'WINRM-HTTP-In-TCP' -RemoteAddress Any
Um listener HTTPS com certificado autoassinado (a sua impressão digital é o que verifica na primeira ligação):
$cert = New-SelfSignedCertificate -DnsName 'server.example.com' -CertStoreLocation Cert:\LocalMachine\My
New-Item -Path WSMan:\localhost\Listener -Transport HTTPS -Address * -CertificateThumbPrint $cert.Thumbprint -Force
New-NetFirewallRule -DisplayName 'WinRM HTTPS' -Direction Inbound -Protocol TCP -LocalPort 5986
O BURSUcm traz o seu próprio cliente WinRM, por isso do seu lado não é preciso TrustedHosts nem pertencer a um domínio.
Nos telemóveis: uma ligação WinRM é listada com a sua própria cor, pode ser criada e editada para o desktop, e o cartão copia host, utilizador e palavra-passe — abri-la é, por agora, só no desktop.
Servidores locais: TFTP, FTP, SFTP, HTTP
O BURSUcm pode transformar o seu computador, durante alguns minutos, num pequeno servidor de ficheiros. Um router, um switch ou uma firewall liga-se então ao seu PC para guardar a sua configuração ou para buscar um firmware novo — o mesmo que Tools → Servers no MobaXterm, o tftpd64 ou o FileZilla Server, mas sem um segundo programa. Existe na aplicação para Windows e na aplicação para Linux e macOS; as aplicações de telemóvel não o têm.
Abrir a janela e iniciar um servidor
- Ferramentas → Servidores locais… abre a janela. Mostra quatro servidores, cada um com a sua porta, a sua pasta, um botão Iniciar / Parar e um botão ⚙ para as suas definições. Na linha de cada servidor há um botão de pasta que abre a pasta do servidor.
- A primeira linha mostra Este computador com os endereços das suas placas de rede e o botão Copiar. São estes os endereços que o dispositivo tem de usar. Enquanto pelo menos um servidor estiver a funcionar, a barra de título mostra um ponto verde com o número de servidores em execução; um clique nele abre a janela.
- Por baixo da lista, Exemplo mostra um comando pronto para o primeiro servidor em execução, com o seu endereço. O Registo mostra as transferências (as últimas 200 linhas): hora, servidor, endereço do dispositivo, ficheiro e tamanho.
- Fechar a janela não pára os servidores. Param com Parar ou quando sai do BURSUcm. Da próxima vez não arrancam sozinhos.
Os quatro servidores
| Servidor | Porta | Início de sessão | Escrita | Pasta (dentro de «Documentos») |
|---|---|---|---|---|
| TFTP | UDP 69 | nenhum (o protocolo não tem) | ativada por predefinição — os dispositivos enviam as suas configurações | BURSUcm Servers/TFTP |
| FTP | TCP 21 | utilizador e palavra-passe | desativada por predefinição | BURSUcm Servers/FTP |
| SFTP | TCP 22 | utilizador e palavra-passe | desativada por predefinição | BURSUcm Servers/SFTP |
| HTTP | TCP 80 | nenhum | nunca — só serve ficheiros | BURSUcm Servers/HTTP |
Nas definições de um servidor (⚙) escolhem-se a Pasta, a Porta, a Interface de rede (por predefinição todas as placas de rede, ou um endereço) e Permitir escrita (não no HTTP). Um servidor em execução não pode ser alterado — pare-o primeiro; as alterações valem a partir do início seguinte. As pastas são criadas no primeiro início. Se um servidor escuta numa interface de rede escolhida, a sua linha mostra esse endereço. As definições de TFTP, FTP e HTTP têm ainda Avisar antes de iniciar (o tráfego não é cifrado); marque-o para voltar a ativar o aviso, se o silenciou.
Utilizador e palavra-passe (FTP e SFTP)
- O utilizador é
bursu. Sempre que o servidor arranca, o BURSUcm cria uma palavra-passe aleatória nova e mostra-a na linha do servidor, com Mostrar e Copiar. Não é guardada em lado nenhum — nem na base de dados, nem num ficheiro. - Nas definições pode escrever uma palavra-passe sua. Uma palavra-passe que escreva deve ter pelo menos 8 caracteres. Só se mantém até sair do BURSUcm. Sem ela, o início seguinte cria outra palavra-passe aleatória.
- O início de sessão anónimo está desligado por predefinição. Para um equipamento que só consegue entrar de forma anónima, marque Permitir início de sessão anónimo (utilizador anonymous, qualquer palavra-passe) nas definições de FTP: o utilizador
anonymous(ouftp) entra então com qualquer palavra-passe e recebe a mesma pasta e o mesmo direito de escrita. O SFTP não tem início de sessão anónimo. Depois de 5 palavras-passe erradas vindas de um endereço, esse endereço é recusado durante 30 segundos. - O SFTP serve apenas ficheiros: sem shell, sem comandos, sem reencaminhamento de portas. As definições mostram a Impressão digital da chave do host do servidor; compare-a com a que o dispositivo ou o seu cliente SFTP mostrar na primeira ligação.
- O antigo comando
scpnão é suportado nesta versão (por exemplo,copy … scp:na Cisco). Usesftp://, FTP ou TFTP.
Exemplos para dispositivos de rede
Substitua 192.0.2.10 pelo endereço do seu PC, da linha Este computador, e <password> pela palavra-passe da janela. Nomes como sw01.cfg são só exemplos.
Cisco IOS — guardar a configuração em execução no PC e instalar uma imagem a partir do PC:
copy running-config tftp://192.0.2.10/sw01.cfg
copy tftp://192.0.2.10/c2960-image.bin flash:
copy running-config ftp://bursu:<password>@192.0.2.10/sw01.cfg
copy running-config sftp://bursu@192.0.2.10/sw01.cfg
Para enviar por TFTP é preciso a escrita; vem ativada por predefinição. No FTP e no SFTP ative primeiro Permitir escrita. Copiar por SFTP exige uma versão da Cisco com cliente SFTP (o guia da Cisco para IOS XE indica-o a partir da 16.10.1) e o SSH ativo no dispositivo; se o dispositivo pedir a palavra-passe, escreva a da janela.
MikroTik RouterOS — obter um ficheiro por HTTP e enviar um ficheiro para o servidor FTP:
/tool fetch url="http://192.0.2.10/routeros.npk"
/tool fetch url="ftp://192.0.2.10/backup.rsc" src-path=backup.rsc upload=yes user=bursu password=<password>
Em notas antigas aparece address=… mode=ftp em vez de url; a MikroTik considera mode obsoleto e recomenda url. upload=yes só serve para FTP e SFTP, e no servidor FTP a escrita tem de estar ativada.
De qualquer computador:
sftp bursu@192.0.2.10
curl -T sw01.cfg ftp://bursu:<password>@192.0.2.10/
http://192.0.2.10/ (num navegador: a lista de ficheiros da pasta HTTP)
Se usar uma porta diferente da predefinida, junte-a ao endereço, por exemplo sftp -P 2222 bursu@192.0.2.10 ou http://192.0.2.10:8080/. Uma palavra-passe dentro de um URL não pode conter @, : nem /; as aleatórias nunca os têm.
Segurança
Os ficheiros — e, no FTP, a palavra-passe — atravessam a rede de forma legível, e quem vir essa rede pode lê-los ou alterá-los. Ao iniciar um destes três servidores aparece um aviso que tem de confirmar (Iniciar mesmo assim); a caixa Não voltar a avisar sobre isto desliga-o. Use-os só numa rede de confiança e pare o servidor quando a transferência acabar. Para uma transferência segura use o SFTP.
- Só a pasta escolhida. Os ficheiros são servidos apenas a partir da pasta desse servidor. Um caminho com
.., um caminho completo, um nome de dispositivo do Windows e uma ligação (atalho, symlink) que leve para fora da pasta são recusados; o registo mostra-o. - Os envios por TFTP e FTP resistem a um corte. Um ficheiro é escrito primeiro num ficheiro temporário e só substitui o anterior quando está completo. Uma transferência cortada a meio deixa o ficheiro anterior como estava. SFTP escreve diretamente no ficheiro, pelo que um envio SFTP cortado sobre um ficheiro existente o deixa incompleto; se a cópia anterior importa, envie com um nome novo.
- O modo ativo do FTP só se liga de volta ao endereço do próprio cliente.
- No máximo 16 clientes em simultâneo por servidor; uma ligação inativa é fechada ao fim de 5 minutos.
Se não funcionar
- «A porta … está a ser usada por outro programa». Outro programa já escuta nessa porta (muitas vezes um servidor web na 80, ou outro servidor TFTP, FTP ou SSH). Pare-o, ou escolha outra porta nas definições e indique essa mesma porta no dispositivo. Mais rápido: sob a mensagem, a linha oferece Usar a porta … — a primeira porta livre a partir da alternativa habitual (TFTP 6969, FTP 2121, SFTP 2222, HTTP 8080); um clique guarda-a e inicia o servidor. Num Mac ou em Linux o próprio servidor SSH do sistema costuma ocupar a 22, por isso para SFTP é esta a saída.
- Windows: no primeiro início pode surgir uma pergunta da Firewall do Windows. Permita o BURSUcm nas redes privadas; caso contrário, o dispositivo não chega. A janela também o diz.
- Linux: ao instalar, os pacotes permitem ao BURSUcm usar portas abaixo de 1024 (69, 21, 22, 80). Se isso não funcionou (por exemplo, falta a ferramenta
setcap), a janela diz «A porta … requer um privilégio: reinstale o pacote ou escolha uma porta acima de 1024» — instale o pacote de novo ou escolha uma porta acima de 1024. A firewall da distribuição (ufw, firewalld) também tem de deixar passar a porta. Quando uma sandbox ou um contentor retira esse direito (por exemplo, firejail comcaps.drop, ou um contentor), a aplicação arranca na mesma e essas portas indicam que é preciso um privilégio: escolha uma porta a partir de 1024 ou a opção Usar a porta … que é oferecida. - macOS: uma porta abaixo de 1024 abre-se sem direitos especiais apenas com Todas as interfaces; com uma só interface escolhida, escolha uma porta acima de 1024.
- O dispositivo não chega ao PC? Verifique se estão na mesma rede ou encaminhados, se o endereço é o da linha Este computador e se em Interface de rede está Todas as interfaces ou o endereço certo.
Assistente de IA (opcional)
Desde o Windows 3.0 e o Linux/macOS 2.0 a aplicação pode abrir um chat de IA mesmo ao lado da sessão: o assistente vê o mesmo terminal que o utilizador, explica o resultado, investiga falhas e pode executar comandos — os só de leitura sozinho, e tudo o que altera o sistema apenas após a sua aprovação.
A funcionalidade é estritamente opcional. Não faz nada até adicionar a sua própria chave de API (ou ligar um modelo local); todos os elementos de IA desaparecem ao desmarcar uma única opção em Settings → AI assistant, e um administrador pode desativá-la por utilizador.

Ativação: chaves e fornecedores
- Abra Settings → AI assistant e marque Enable AI assistant. O botão de IA aparece então na barra das sessões SSH e WinRM (e, no Windows, RDP).
- Adicione uma chave: OpenAI, Google Gemini, Anthropic Claude, DeepSeek, OpenRouter, Groq, Mistral, xAI e Together vêm integrados com endereços fixos; qualquer outro serviço compatível com OpenAI é adicionado como fornecedor Custom (OpenAI-compatible) com a sua própria Base URL.
- Ou sem chave nenhuma, com modelos locais: Ollama, LM Studio, llama.cpp — correm na sua própria máquina e funcionam offline.
- As chaves ficam na sua base de dados, cifradas com a palavra-passe principal — no modo nuvem o servidor só vê texto cifrado. A chave ativa está marcada com ★ e pode trocá-la diretamente no chat.
- Controlo por utilizador: no editor de utilizadores um administrador pode desmarcar Can use the AI assistant e a funcionalidade desaparece para esse utilizador em todos os dispositivos.
Atenção: uma subscrição do ChatGPT ou do Claude não inclui acesso à API — o assistente usa a API, que os fornecedores cobram à parte. Os modelos locais não precisam de chave e não custam nada.

Numa sessão SSH
- Os comandos que apenas observam o sistema (df, ps, journalctl, cat…) podem correr automaticamente — é a definição Run read-only commands without asking (uma definição de administrador). Tudo o que possa alterar o sistema é explicado primeiro e espera por Run ou Skip.
- O Secret Shield encontra e oculta palavras-passe, chaves de API, chaves privadas, tokens, cookies e o conteúdo de .env antes de qualquer texto seguir para o fornecedor.
- Dê material ao assistente: cole uma captura de ecrã da área de transferência ou anexe logs, configurações e documentos. O texto é extraído para análise; as imagens são aceites por todos os fornecedores exceto o DeepSeek, que não tem modelos com visão.
- Find cause of error constrói um diagnóstico focado com um clique; Create session report produz um registo copiável do problema, dos comandos, dos resultados e das verificações finais — com os segredos detetados ocultos.
- As alterações arriscadas têm rede de segurança: o assistente pode guardar o estado original, mostrar o diff, aplicar, validar o resultado — e reverter tudo com um clique se a verificação falhar. Os chats podem ser criados, renomeados, arquivados, restaurados e eliminados, e o próprio painel pode ser afixado a uma ligação; uma conversa longa pode ser compactada sem perder o seu resumo de trabalho.
- O terminal continua a ser seu. O que escreve vai de imediato para a shell, mesmo enquanto um comando do assistente corre. Um pedido dirigido a si — uma palavra-passe do sudo, um sim/não — é aguardado (“Waiting for your input in the terminal”, sem relógio a contar); o tempo limite conta silêncio e não minutos, por isso uma atualização longa que continua a imprimir não é cortada; e programas interativos como o
htopsão iniciados e entregues a si.

Numa sessão RDP (aplicação Windows)
No Windows o assistente também funciona dentro de sessões RDP, combinando um canal persistente de PowerShell com controlo visual para tarefas que só existem na GUI.
- Os comandos PowerShell correm numa janela de sessão visível no ambiente de trabalho remoto, e os seus códigos de saída são verificados.
- O acesso a capturas de ecrã é uma permissão separada e explícita: o Secret Shield protege o texto, mas não consegue ocultar de forma fiável segredos visíveis dentro de uma captura.
- O Autopilot pode continuar sozinho comandos PowerShell só de leitura verificados localmente; cliques, escrita, atalhos e qualquer comando desconhecido esperam sempre pela sua aprovação.

Numa sessão WinRM
O assistente funciona em separadores WinRM como em SSH, e julga uma linha de PowerShell pelas regras do próprio PowerShell: uma chamada de método em qualquer ponto da linha ($_.Delete(), (Get-Service x).Stop()), um membro estático e todo o bloco de script esperam pelo seu clique, por isso Get-ChildItem | ForEach-Object { $_.Delete() } nunca é tratado como um comando de leitura. Ler um ficheiro que pode conter segredos (as hives SAM e SECURITY, web.config, appsettings, chaves, .ssh), qualquer caminho UNC e -ComputerName também perguntam, porque o que é lido vai para o fornecedor de IA juntamente com a saída.
O que sai da sua máquina — e como desligar tudo
- As suas mensagens e o resultado dos comandos que o assistente executa vão do seu dispositivo diretamente para o fornecedor da chave ativa — ou para um modelo local, e então nada sai da máquina. Os servidores BURSUcloud nunca veem este tráfego.
- O histórico de chat é guardado localmente e cifrado; o resultado dos comandos não é escrito nos ficheiros de chat.
- Não use o assistente em servidores onde o envio do resultado da sessão a terceiros não seja permitido — é precisamente disso que trata o aviso em Settings.
- Para remover a funcionalidade por completo, desmarque Enable AI assistant em Settings: desaparecem todos os botões e painéis de IA. Os administradores podem ainda desativá-la para utilizadores específicos.
Credenciais

As credenciais guardadas vivem separadas das ligações — uma credencial pode estar vinculada a dezenas de servidores, e uma troca de palavra-passe é feita num só lugar.
Como utilizá-las
- Abra Credentials na barra lateral → “New credential”. Preencha um rótulo de apresentação, o nome de utilizador, a palavra-passe e o grupo — e, se quiser, um comentário: uma nota livre sobre para que serve a conta (uma importação de um gestor de palavras-passe coloca lá as notas da entrada). O comentário não é encriptado, por isso não guarde segredos nele.
- Numa ligação, escolha essa credencial no campo “Saved credential” — em vez de a introduzir.
- Se uma credencial for eliminada, as ligações vinculadas passam à introdução manual (a palavra-passe é pedida ao ligar).
Chaves SSH como credenciais
Desde o Windows 3.1 e o Linux/macOS 2.1 uma credencial pode ser não só uma palavra-passe mas também uma chave SSH — «New credential» pergunta que tipo de registo pretende. Um registo de chave guarda a chave privada e a respetiva passphrase cifradas com a palavra-passe principal, além da chave pública e de um comentário; carregue a chave de um ficheiro e o .pub ao lado é reconhecido automaticamente. Pastas, permissões, proprietários, cópias de segurança e sincronização aplicam-se-lhe tal como a uma palavra-passe.
- Numa ligação, escolha a chave na mesma árvore de pastas que qualquer credencial — as chaves têm um ícone de chave; as palavras-passe, um cadeado — e o método de autenticação ajusta-se sozinho. A chave é usada para o servidor de destino e para cada jump host da cadeia.
- Uma chave guardada nunca é copiada para a ligação: ao desassociar, voltam os campos próprios da ligação, e uma chave que pode alterar mas não ver aparece como um campo só de escrita, não como um campo vazio.
Gerador de palavras-passe integrado
Ao lado do campo de palavra-passe há um botão gerar: escolha o comprimento e quais classes de caracteres incluir (maiúsculas/minúsculas, dígitos, símbolos) e coloque uma palavra-passe aleatória forte diretamente no campo — sem ferramenta separada, e o novo valor é armazenado encriptado como qualquer outro.
Códigos de dois fatores (TOTP)
Uma credencial também pode guardar um segredo de dois fatores, para que o código de uso único fique junto do login a que pertence:
- Cole o segredo Base32 ou um URI
otpauth://completo no campo TOTP da credencial (o mesmo valor que um autenticador de telemóvel guardaria). - A credencial passa então a mostrar um código de seis dígitos ao vivo com contagem decrescente; “Copy TOTP code” coloca o código atual na área de transferência num único clique — sem telemóvel na mão.
- O segredo é protegido pelo cofre da palavra-passe principal exatamente como uma palavra-passe, e sincroniza da mesma forma, pelo que o código está disponível em todos os dispositivos em que iniciar sessão.
- Estes códigos pertencem aos servidores em que inicia sessão. O código que protege a própria conta bursucm.com vem da aplicação de autenticação do seu telemóvel — veja Início de sessão em dois passos.
Herança por pasta
Uma pasta de ligações pode ter uma credencial predefinida: todas as ligações dentro dela sem credencial própria usam a da pasta. O caso típico — um login de admin para um rack/sub-rede inteira. O cartão da ligação mostra “Folder credential — …” quando a herança se aplica.
Grupos de credenciais podem ser reordenados manualmente como as pastas de ligações — passe o rato sobre uma linha para ver as setas (veja A sua própria ordem).
Guarde aqui mais do que logins de servidor: as chaves de API e as palavras-passe partilhadas da equipa são encriptadas da mesma forma.
Palavra-passe principal e o cofre
Os segredos guardados são encriptados sempre. A única questão é com que chave:
| Modo | Encriptação | Prós | Contras |
|---|---|---|---|
| DPAPI do Windows (base de dados local sem palavra-passe principal) | com a chave da sua conta do Windows | nada para introduzir | funciona só neste PC e nesta conta do Windows; a base de dados não é portátil |
| Palavra-passe principal (o cofre de credenciais) | AES-256-GCM; a chave é derivada da palavra-passe principal (PBKDF2, 600.000 iterações) | portátil: outro computador, PostgreSQL, nuvem, Android, iOS/iPadOS, Linux e macOS | é necessário lembrá-la; a recuperação é impossível |

No dia a dia
- No arranque a aplicação pede a palavra-passe principal. Pode ignorar: a ligação continua a funcionar, mas as palavras-passe guardadas ficam bloqueadas. Se uma palavra-passe bloqueada for necessária para uma ligação, a aplicação pede-a ali mesmo em vez de falhar.
- “Remember on this computer” guarda não a palavra-passe em si, mas uma chave local protegida pelo sistema operativo — nada para introduzir no arranque. “Forget” desfaz.
- O estado fica visível no painel inicial (o cartão do cofre) e em Settings. Bloqueio rápido — Ctrl+L.
- Trocar a palavra-passe principal: Settings → Security → “Change master password…” — todos os segredos são reencriptados.
- O botão Generate no diálogo de definir/trocar cria uma palavra-passe aleatória forte (16 caracteres, sem caracteres parecidos entre si) e mostra-a para que a possa anotar.
- Para uma base de dados BURSUcloud a palavra-passe principal também é definida diretamente na aplicação: cada palavra-passe armazenada é encriptada no seu dispositivo antes de ser enviada — a própria palavra-passe principal nunca sai do seu computador. Enquanto não houver palavra-passe principal definida, a página da base de dados no portal mostra um aviso vermelho com a mesma ação e um gerador de palavras-passe.
- Uma palavra-passe principal deve ter pelo menos 12 caracteres — suficientemente longa para resistir a tentativas de adivinhação offline, já que é a única chave que protege todos os segredos guardados.
A palavra-passe principal não é armazenada em lugar nenhum — nem na base de dados, nem no servidor BURSUcloud. Se a perder, será impossível desencriptar as suas palavras-passe guardadas. Anote-a num local seguro.
Política de palavras-passe
O administrador define os requisitos para as palavras-passe dos utilizadores da aplicação: comprimento mínimo e classes de caracteres obrigatórias (minúsculas, maiúsculas, dígitos, especiais) — Settings → Security.
Utilizadores e permissões

A janela User Management (painel inicial → “Manage users”, ou a barra lateral). O modelo de permissões é o mesmo para bases de dados locais, PostgreSQL e na nuvem.
Papéis
| Papel | Capacidades |
|---|---|
| Administrator | acesso total: todas as pastas, configurações, utilizadores, importação/exportação, palavra-passe principal. O direito de snippets está sempre ligado. |
| User | apenas o que as concessões por pasta permitem (abaixo) + o direito separado “Can manage command snippets”. |
Direitos por pasta
Para cada pasta de ligações e cada grupo de credenciais — três caixas de verificação:
- Read — ver a pasta e ligar-se;
- Edit — criar/alterar/eliminar dentro dela;
- Passwords — revelar as palavras-passe guardadas em texto claro (sem esse direito a ligação continua a funcionar, mas a palavra-passe permanece oculta).
Uma concessão numa pasta cobre as suas subpastas. A linha “All folders” é a regra predefinida.
Desde o Windows 3.1 e o Linux/macOS 2.1 os direitos vivem no separador Access permissions da janela do utilizador (ao lado de General) como uma única árvore de pastas em vez de duas tabelas: alterne entre pastas de ligações e de credenciais, recolha-a, pesquise pelo caminho completo, mostre Only granted, expanda ou recolha tudo e consulte o contador. A linha All folders marca e bloqueia as linhas abaixo — uma permissão concedida a tudo não pode ser retirada pasta a pasta. A árvore inclui todas as pastas que a janela principal mostra, incluindo as pastas de exemplo.
Quando uma ligação partilhada muda de destino
Numa base de dados BURSUcloud várias pessoas editam o mesmo catálogo, e o direito Edit não inclui Passwords. Quem pode alterar uma ligação mas não ver a sua palavra-passe poderia apontá-la para uma máquina sua e esperar que se ligue com o segredo guardado. Por isso a aplicação memoriza — neste computador, nunca na base de dados partilhada — para onde foi cada ligação da última vez que se ligou: host e porta, a credencial associada, o jump host, o RD Gateway e o tipo de ligação. A primeira ligação é memorizada em silêncio. Se algo disto tiver mudado entretanto, antes de ligar aparece Routing changed — «This connection no longer goes where it did» — com Previously connected to e Now points to lado a lado. Cancel não envia nada e mantém o encaminhamento anterior; Connect anyway aceita o novo. Se a alteração foi feita por si, basta confirmá-la. A mesma pergunta é feita para um jump host no caminho e antes de Get MAC iniciar sessão por SSH.
Uma base de dados local e o seu próprio servidor PostgreSQL não são verificados: não há um terceiro entre si e o catálogo. A verificação existe na aplicação para Windows e, desde a 2.8.1, na aplicação para Linux e macOS; o RD Gateway e o tipo de ligação são comparados desde o Windows 3.8.1 e o Linux e macOS 2.8.1. É um aviso, não uma cifra — leia-o antes de carregar no botão. Desde o Windows 5.0.2 e Linux & macOS 3.0.2 os interruptores de segurança também são comparados — “Proceed past certificate errors” e HTTP simples no WinRM, FTP sem TLS, certificados ignorados num separador web, cifra desligada no VNC —, pelo que alterar qualquer um deles numa linha partilhada faz a mesma pergunta.
Utilizadores no modo nuvem
Para uma base de dados BURSUcloud a janela Users lista dois tipos de entrada:
| Tipo | Quem é | Login |
|---|---|---|
| Utilizador da base de dados | uma conta apenas para as aplicações BURSUcm; não precisa de conta no portal | um login como name@database-handle + palavra-passe |
| Membro | um utilizador registado do bursucm.com com acesso concedido a esta base de dados | o seu próprio e-mail/palavra-passe do portal (ou Google / Microsoft / Apple / GitHub) |
- Os dois tipos carregam os mesmos direitos por pasta (ler/editar/palavras-passe) e o direito de snippets. Podem ser geridos tanto pela aplicação como pelo portal — é uma única e mesma base de dados.
- Os utilizadores da base de dados são armazenados dentro da própria base de dados do cliente, pelo que um backup completo ou um dump SQL os leva juntamente com o catálogo, e mudar o handle da base de dados aplica-se de imediato.
- O proprietário da base de dados (a conta que a criou no portal) é sempre administrador: não pode ser rebaixado nem removido — a base de dados nunca fica sem admin. Bases de dados locais aplicam a mesma regra ao último administrador.
Grupos de utilizadores
A janela User Management tem uma segunda lista, User groups. Um grupo é um conjunto com nome de permissões por pasta (mais a permissão de snippets) que cada membro herda além das suas. Coloque as pessoas em grupos em vez de repetir as mesmas permissões em cada conta, por exemplo um grupo «Linux Admins» com leitura / edição / palavras-passe na pasta Linux.
- As permissões somam-se. As permissões efetivas de um utilizador são as suas próprias concessões mais as de cada grupo. Um grupo nunca retira uma permissão e nunca concede a função de administrador nem o indicador do assistente de IA — esses ficam no utilizador.
- As permissões herdadas são visíveis. No separador Access permissions do utilizador, as pastas concedidas por um grupo aparecem como marcas verdes, bloqueadas, enquanto as permissões próprias da conta mantêm a cor normal; as verdes alteram-se no grupo. A lista Groups no separador General indica em que grupos a conta está.
- Os grupos ficam guardados junto dos utilizadores — na base de dados local, na sua base de dados PostgreSQL ou dentro da base de dados de cliente do BURSUcloud —, pelo que as cópias de segurança, os instantâneos e os dumps SQL os levam consigo. No modo nuvem, tanto os utilizadores da base de dados como os membros do portal podem ser incluídos num grupo, a partir da aplicação ou no portal.
- Eliminar um grupo deixa aos seus membros apenas as permissões concedidas diretamente. As alterações aplicam-se no início de sessão seguinte numa base de dados local e na atualização seguinte do catálogo numa base na nuvem.
As suas definições neste computador
Tudo o que a aplicação guarda fora da base de dados e que é seu — definições, chaves de host e certificados de confiança, registos e transcrições de sessão, a cache offline, os chats de IA, os cookies dos separadores web, a palavra-passe principal memorizada — fica numa pasta sua em cada computador (Users\<nome>-<id> dentro da pasta de dados da aplicação). A aplicação muda para ela assim que inicia sessão.
- Cada conta tem as suas definições. Duas pessoas no mesmo computador não veem o tema, as decisões de confiança nem os registos uma da outra, e quem regressa encontra tudo como deixou. Nada é apagado quando outra pessoa inicia sessão.
- Todos os separadores de definições estão abertos a qualquer utilizador. SSH, RDP, VNC, WinRM, Logs e os restantes são seus. Só o que descreve a base de dados partilhada fica com os administradores: mudar de base de dados, importar / exportar, a palavra-passe principal, a política de palavras-passe, utilizadores e grupos.
- Dados locais. Em User Management um administrador pode remover deste computador a pasta de outra conta com o botão Delete local data…; a conta e a base de dados mantêm-se. A pasta da conta com sessão iniciada não pode ser removida enquanto estiver em uso.
BURSUcloud
O BURSUcloud é a nuvem opcional que sincroniza o seu catálogo entre dispositivos e uma equipa. O mesmo catálogo fica disponível na aplicação para Windows, na aplicação para Linux/macOS, no portal web, no Android e no iOS/iPadOS.
Criar uma conta
- Abra bursucm.com/register. Cinco formas: e-mail + palavra-passe (mínimo de 8 caracteres) ou “Continuar com Google”, Microsoft, Apple ou GitHub (contas pessoais e corporativas funcionam).
- No registo por e-mail chega um link de confirmação — válido por 24 horas. Não chegou nada? Verifique o spam ou clique em “Reenviar link” na página de login.
- Depois de confirmar, inicie sessão — vai parar a “As minhas bases de dados”.
Criar uma base de dados na nuvem
- Clique em “+ Nova base de dados”.
- Nome — como a base de dados aparece nas listas (por exemplo “Infraestrutura de produção”).
- Identificador (handle) — um id curto e único de letras, dígitos e hífens. Passa a fazer parte dos logins dos utilizadores da base de dados:
name@handle. Deixe em branco para gerar automaticamente; pode mudá-lo depois, mas isso atualiza os logins dos utilizadores. - Palavra-passe mestra (opcional) — pode defini-la logo aqui para encriptar as palavras-passe das ligações. Sem ela a base de dados funciona sem essa proteção; defina-a depois nas configurações da base de dados ou pela aplicação.
Ligar a aplicação à nuvem
- Na aplicação: escolha BURSUcloud no ecrã da primeira execução — ou, se a aplicação já abre outra base de dados, termine sessão e inicie sessão no BURSUcloud no ecrã de início de sessão (Settings → Database não consegue mudar para a nuvem).
- Entre com o e-mail e a palavra-passe do portal — ou com Google, Microsoft, Apple ou GitHub (abre-se um navegador; a aplicação captura o login automaticamente).
- Se a sua conta tiver o início de sessão em dois passos ativado, a aplicação pede o código de 6 dígitos (ou um código de recuperação) numa janela própria logo a seguir à palavra-passe. Iniciar sessão com Google, Microsoft, Apple ou GitHub não o pede.
- Escolha uma base de dados na lista (“Refresh databases” volta a lê-la) → “Use selected”.
- Se a base de dados tiver palavra-passe principal, a aplicação pede-a e propõe memorizá-la neste computador (é armazenada uma chave protegida localmente, não a palavra-passe em si).
Já tem um catálogo local? O botão de migração não o consegue levar para o BURSUcloud; uma cópia portátil consegue. No catálogo local escolha Settings → Data → Export… → BURSUcm Backup (.bcmbackup)… e dê uma palavra-passe ao ficheiro. Depois inicie sessão na sua base de dados BURSUcloud — ela precisa de uma palavra-passe principal para que as palavras-passe guardadas passem — e abra Settings → Data → Import… com a origem BURSUcm backup. Passam as ligações com as suas opções e túneis, as credenciais e chaves SSH, as pastas e os snippets. Não passam os utilizadores, as permissões e os grupos, a sua ordem manual nem as chaves de API do assistente de IA: volte a configurá-los na base de dados na nuvem.
O que sincroniza
Ligações e pastas (incluindo a ordem das pastas, a ordem manual dos itens e o estado recolhido), credenciais, snippets, utilizadores e direitos, as opções SSH, WinRM, RDP, VNC e Apple Remote Desktop de cada ligação (incluindo jump hosts, túneis e o agente BURSUlink pelo qual uma ligação passa). As preferências da própria aplicação (tema, idioma, atalhos) ficam locais.
O modelo de segurança
- Cada base de dados é uma base de dados PostgreSQL separada; o SGBD não é alcançável pela internet — só o próprio portal, no servidor, fala com ele.
- Os clientes utilizam a API HTTPS com tokens: um token vive 30 dias, deslizando com o uso (teto rígido de 90 dias), no máximo 10 tokens ativos por conta, e entrar de novo revoga o token anterior.
- As palavras-passe das ligações são encriptadas com a palavra-passe principal no seu dispositivo; o servidor armazena e repassa apenas texto cifrado (zero-knowledge). Por isso uma palavra-passe principal esquecida não pode ser recuperada nem pelo suporte.
- Um login a partir de um IP novo dispara uma notificação por e-mail; uma troca de palavra-passe também.
- A própria conta pode ser protegida pelo início de sessão em dois passos: um código de uma aplicação de autenticação depois da palavra-passe, com dez códigos de recuperação de utilização única.
Trabalhar offline
Quando a rede cai — ou a própria base de dados fica inacessível — a aplicação continua a funcionar a partir de uma cópia local encriptada do seu catálogo. Pode navegar e editar ligações e credenciais, e até iniciar a aplicação sem ligação nenhuma. Uma barra de estado mostra o estado: vermelho enquanto offline (com um contador de alterações não sincronizadas e um botão “Retry”), âmbar durante a sincronização, verde “Synchronized” por um instante ao terminar.
As alterações feitas offline entram numa fila e são enviadas automaticamente assim que a base de dados volta a ficar acessível. Se o mesmo item foi alterado tanto no seu dispositivo como no servidor, uma janela de conflito mostra as duas versões lado a lado e deixa-o ficar com qualquer uma delas (as palavras-passe nunca aparecem ali). A disponibilidade é detetada com um ping à própria base de dados, pelo que um servidor morto é notado mesmo com a internet a funcionar. Isso vale tanto para o BURSUcloud como para uma base de dados PostgreSQL direta — para PostgreSQL, um espelho local atualizado é mantido no seu computador.
A cópia offline é vinculada à conta que entrou. Se outra conta entrar no mesmo computador, a cópia offline da conta anterior e as suas alterações em fila são apagadas antes, pelo que um utilizador nunca vê o catálogo em cache de outro.
BURSUlink: um computador atrás de NAT
Um PC de casa atrás de um router, um portátil numa ligação móvel, um servidor num escritório sem endereço público — o BURSUlink chega a eles sem encaminhamento de portas, sem IP público e sem VPN. Um pequeno agente nesse computador mantém uma única ligação de saída ao servidor de retransmissão BURSUlink mais próximo. Quando abre uma ligação, o bursucm.com assina um passe para ela — um agente, um dispositivo, uma ligação, dois minutos — e a sessão chega até ao agente: directamente através do NAT quando os routers o permitem, pelo servidor de retransmissão caso contrário. O tráfego é cifrado de ponta a ponta entre o seu dispositivo e o agente; um servidor de retransmissão reencaminha pacotes que não consegue ler. O BURSUlink faz parte do BURSUcloud sem custos: o agente é associado a uma base de dados BURSUcloud, e os membros da base de dados ligam-se através dele. As transferências e a descrição completa estão em bursucm.com/bursulink; este capítulo é a parte prática.
Associar um computador
- Em bursucm.com abra a base de dados, depois o separador BURSUlink, e prima Adicionar agente: dê-lhe um nome, escolha o modo (secção seguinte) e copie o código de utilização única. É válido durante 15 minutos.
- Instale o agente no computador a que quer chegar — não naquele a partir do qual se liga. Windows: um único instalador para x64 e ARM64; instala o serviço e o ícone de estado após um único consentimento de administrador. macOS: uma única imagem para Intel e Apple Silicon — arraste o BURSUlink para Aplicações, inicie-o e prima Install no separador Service. Linux: os pacotes dos mesmos repositórios do BURSUcm (configurados uma vez); os servidores ARM64 recebem só o serviço (
.deb,.rpm), e o pacote para Arch é só para x86-64. Um único comando como root faz tudo:curl -fsSL https://bursucm.com/downloads/bursulink.sh | sudo shadiciona o repositório, instala o agente, pede o código, associa o computador com ele e inicia o serviço. Num computador com ambiente de trabalho instala também a janela e o ícone de estado; num servidor, em ARM64 e onde nenhum repositório oferece o WebKitGTK 4.1 (RHEL, Rocky e AlmaLinux 9) instala o agente de consola — só o serviço — e diz qual escolheu e porquê. É preciso glibc 2.34 ou posterior (Ubuntu 22.04+, Debian 12+, RHEL 9+, Fedora, Arch); um sistema mais antigo é recusado antes de alterar o que quer que seja. Sem terminal, como root:curl -fsSL https://bursucm.com/downloads/bursulink.sh | BURSULINK_CODE=CÓDIGO sh. O código nunca vai para uma linha de comandos, onde outros utilizadores do servidor o poderiam ler. - Na janela do agente prima Link this computer e cole o código — ou inicie aí sessão com a sua conta do portal e escolha a base de dados (a uma conta com início de sessão em dois passos é pedido o código uma vez, agente 1.0.1). O computador aparece no separador BURSUlink em segundos, com o modo, a versão, o último contacto e se está online.
O agente corre como serviço do Windows, unidade systemd ou LaunchDaemon do macOS: arranca com o sistema, antes de alguém iniciar sessão, e não precisa de janela. Só faz ligações de saída — 443/tcp e 7842/udp —, por isso nada muda no router nem na firewall. O mesmo computador pode ser associado a até oito bases de dados; cada associação tem a sua própria chave, e remover uma não toca em mais nada.
Dois modos
| Modo | A que chega o agente | Quando |
|---|---|---|
| Apenas este computador | aos serviços da máquina em que corre e a mais nada: uma ligação chega ao 127.0.0.1 dessa máquina, pelo que o campo Host da ligação fica inactivo | um PC de casa, uma estação de trabalho, um único servidor — o caso mais comum e a predefinição segura |
| Gateway para a sua rede | a outras máquinas da sua rede — mas só às da lista de permissões que escreve no portal, uma entrada por linha: 192.168.10.0/24:22/ssh, 10.0.0.5:3389/rdp, um intervalo de portas (5900-5905), * para qualquer protocolo. Endereços de loopback, link-local e multicast nunca são permitidos, e nada fora da lista é alcançável — páginas web e FTP incluídos; o agente recebe uma lista alterada no heartbeat seguinte | switches, hipervisores, NAS, impressoras — máquinas que não podem correr um agente por si próprias |
Ligar através de um agente
Na janela da ligação, no modo BURSUcloud, o campo BURSUlink connection acima do host e da porta oferece Direct ou Through BURSUlink com o nome do agente; só aparece para os tipos que o túnel transporta. A ligação mantém o nome de anfitrião real — a chave de anfitrião SSH e o certificado RDP são verificados contra ele como antes — e mostra uma marca BURSUlink na árvore e o nome do agente no seu cartão. Pode usá-la qualquer membro da base de dados que possa abrir a ligação: os direitos por pasta e os grupos de utilizadores aplicam-se exactamente como numa ligação directa, e uma conta com início de sessão em dois passos tem de ter iniciado sessão com o código — caso contrário a aplicação propõe iniciar sessão de novo.
- Protocolos: SSH, SFTP, Telnet, RDP, VNC, WinRM, Apple Remote Desktop, páginas web e FTP/FTPS passam pelo agente. Uma página web abre-se num perfil de navegador próprio, pelo que endereços locais e o WebRTC não conseguem contornar o agente; cada canal de dados FTP também segue pelo túnel. O modo High Performance da Apple envia a imagem e o som por UDP através do agente — por um servidor de retransmissão só quando o interruptor Permitir High Performance através de um relay do agente no portal está ativado; caso contrário, a sessão abre-se no modo padrão e indica porquê. Não passa: Serial. O RDP através do agente usa o motor BURSUrdp, e Open with Remote Desktop não pode passar por ele.
- Redirecionamentos de RDP: quando o servidor passa a sessão para outro endereço (como faz um RD Connection Broker), o RDP através do agente fica no túnel — ou para e explica porquê — em vez de ligar diretamente a esse endereço, e uma cadeia de redirecionamentos termina ao fim de quatro saltos. O motor BURSUrdp faz o mesmo com o RDP através de um encaminhamento de portas SSH. Windows desde a 5.2.1; Linux e macOS desde a 3.2.1.
- Uma rota por ligação: um agente substitui um jump host e um RD Gateway. Guardar uma ligação com um agente remove-os, e a janela avisa antes; um jump host que ele próprio passa por um agente é recusado; se uma ligação já o tiver, as SSH options mostram-no pelo nome, marcado “· BURSUlink”, e dizem porque não pode ser usado.
- O que a aplicação lhe diz: um agente offline é nomeado com a hora do último contacto; um agente removido no portal aparece na janela da ligação como removed agent — escolha outro; “did not answer” significa que o agente não aceitou o passe nos seus dois minutos, ou que nenhum servidor de retransmissão chega até ele.
- Um agente diferente numa ligação partilhada faz parte da verificação de mudança de destino: o agente transmite tudo o que a ligação envia.
- Onde: a aplicação para Windows desde a 5.2.0; a aplicação para Linux e macOS a partir da 3.2.1 — use a 3.2.5 ou posterior, porque a 3.2.3 recusava RDP e SSH através de um agente. Páginas web, FTP e High Performance através de um agente precisam do agente 1.0.0 com Windows 5.2.2 ou Linux e macOS 3.2.3 ou posterior. Quando o agente corre no próprio computador de destino, a árvore, o cartão e o separador mostram o nome do agente em vez do host guardado, e a pesquisa encontra a ligação por esse nome. As aplicações para Android e iOS ainda não se ligam através de um agente.
Para parar um agente, remova-o no separador BURSUlink: os seus passes param de imediato, e ele apaga-se a si próprio na próxima vez que se ligar. Desinstalar o BURSUlink no computador também remove o agente do portal.
O portal web: guia completo
O portal em bursucm.com é o centro de controlo no navegador para as bases de dados na nuvem. O que muda no portal fica imediatamente visível para as aplicações, e vice-versa.
As minhas bases de dados
A secção Bases de dados lista as suas bases de dados nas colunas Nome, Base de dados (o nome próprio da base de dados PostgreSQL), Função (owner, dono, ou member, membro da base de dados de outra pessoa), Estado e Criado. Gerir abre a consola da base de dados com os seus separadores.
O separador Ligações
- A mesma árvore de pastas da aplicação: expandir/recolher (mais “Expandir tudo / Recolher tudo”), contagem de ligações por pasta.
- Reordenação: setas ↑ ↓ em cada pasta e em cada ligação — a página reordena no momento, sem recarregar, e o resultado é a mesma ordem que as suas aplicações mostram.
- Adicionar: “+ Adicionar ligação” — um assistente de três passos: pasta → detalhes (tipo, nome, host, porta, utilizador) → palavra-passe. Novas pastas via “+ Nova pasta” ou diretamente dentro do assistente.
- Editar / eliminar / mover — os botões Editar/Eliminar na linha da ligação; uma pasta vazia pode ser eliminada; uma que ainda contém ligações ou subpastas, não. A janela de edição também define a rota BURSUlink — direta ou através de um agente da base de dados (veja BURSUlink). Se a ligação foi alterada numa aplicação ou noutro separador enquanto a janela estava aberta, nada é substituído: a gravação é recusada e a janela abre-se de novo com a versão atual.
- Revelar palavras-passe: o campo “Palavra-passe mestra” no topo com “Desbloquear e mostrar”. As palavras-passe são desencriptadas no servidor, apenas para a visualização atual da página: a palavra-passe mestra segue com o pedido por HTTPS e não é guardada. As aplicações nunca a enviam — aí as palavras-passe são desencriptadas no seu dispositivo. Ao editar uma ligação, a caixa mostra a palavra-passe própria da ligação quando pode ser revelada; fica vazia se a palavra-passe vier de uma credencial associada ou se não a puder ver — então “deixe vazio para manter a palavra-passe atual”.
O separador Credenciais
As mesmas credenciais guardadas da aplicação, agrupadas, com a mesma reordenação ↑ ↓ nas linhas. Adicionar e editar funciona como nas ligações (rótulo, nome de utilizador, palavra-passe, grupo); a credencial predefinida de uma pasta de ligações — a que as suas ligações sem início de sessão próprio herdam — escolhe-se na janela de edição da pasta, e uma chave na pasta indica-o.
O separador Snippets
- A biblioteca partilhada em forma de tabela: nome, comando, grupo. “+ Adicionar snippet” / Editar / Eliminar.
- Os
{placeholders}comportam-se exatamente como na aplicação: os valores são pedidos ao enviar de um terminal. - O separador é visível para o dono, os administradores e os utilizadores com o direito de snippets.
O separador Utilizadores e acesso
Duas listas:
| Membros do portal | Utilizadores da base de dados | |
|---|---|---|
| Quem | contas registadas do bursucm.com com acesso concedido à base de dados | contas apenas para as aplicações BURSUcm — sem necessidade do portal |
| Login | o seu próprio e-mail / Google / Microsoft / Apple / GitHub | name@handle + palavra-passe (≥ 8 caracteres) |
| Adição | “+ Adicionar membro”: o e-mail de um utilizador registado | “+ Adicionar utilizador da base de dados”: nome e palavra-passe; o login completo é mostrado no momento |
- Os dois são editados com um assistente em etapas: etapa 1 — papel (admin = acesso total) e flags globais (editar, revelar palavras-passe, snippets); etapa 2 — direitos por pasta de ligações (ver/editar/revelar); etapa 3 — acesso aos grupos de credenciais.
- Para os utilizadores da base de dados a coluna Sessões mostra o número de dispositivos ativos: selecione para abrir a lista (dispositivo, IP, último uso, expiração) com botões por token e de revogar todos.
- O proprietário da base de dados não pode ser removido nem rebaixado — a base de dados mantém sempre um administrador.
Um terceiro cartão, Grupos de utilizadores, contém conjuntos de permissões que os utilizadores da base de dados e os membros herdam (ver Grupos de utilizadores). O seu assistente tem quatro passos — grupo (nome, descrição, permissão de snippets), pastas de ligações, grupos de credenciais, membros. Os assistentes de utilizador e de membro oferecem os grupos no primeiro passo, e ambas as listas mostram uma coluna Grupos.
O separador BURSUlink
Só para o proprietário. Lista os computadores associados à base de dados — nome, modo, versão, último contacto, online ou não — e os códigos de utilização única que ainda esperam por um agente, cada um com contagem decrescente. Adicionar agente cria um código (válido 15 minutos; Novo código renova um expirado, Cancelar retira-o), editar muda o nome de um agente ou o seu modo e a sua lista de permissões, e remover exclui-o de imediato. O procedimento completo está em BURSUlink.
O separador Configurações
- Nome e identificador (handle). Mudar o identificador atualiza de imediato o login de todos os utilizadores da base de dados — avise a sua equipa.
- Palavra-passe mestra: definir ou trocar (a atual é exigida). Defini-la volta a encriptar as palavras-passe da base de dados.
- Exportar .sql — um dump completo como ficheiro; Importar .sql — envie um dump (a caixa “Substituir o schema public antes de importar” limpa a base de dados antes). Dumps contêm dados — mantenha-os privados.
- Zona de perigo: eliminação permanente da base de dados com todos os seus dados.
Importação e exportação no portal
A mesma importação e exportação das aplicações desktop também vive no portal — mova ligações entre a aplicação, o portal e outras ferramentas com um único ficheiro de backup portátil (veja Importação de outras ferramentas e Exportação e backups). O KeePass, o 1Password e o Bitwarden / Vaultwarden também se importam aqui, e são lidos no seu navegador: nem o ficheiro nem a palavra-passe dele são enviados para o servidor. As entradas lidas dele seguem para o servidor por HTTPS para a revisão, onde escolhe quais importar.
Perfil e dispositivos
- Perfil — nome próprio/apelido, nome de apresentação, idioma do portal, troca de palavra-passe — e o cartão de métodos de início de sessão: todos os caminhos para a sua conta (palavra-passe, Google, Microsoft, Apple, GitHub), associar um fornecedor novo, desassociar um, ou definir uma palavra-passe para uma conta criada através de um fornecedor. O cartão nunca deixa remover o último caminho restante.
- Dispositivos ligados — cada aplicação com sessão iniciada na sua conta: nome do dispositivo, IP, último uso, expiração. Revogar desliga um dispositivo, “Sair de todos” — todos: cada aplicação voltará a pedir login. Utilize esta opção se perder um dispositivo.
- Autenticação de dois fatores — um código de uma aplicação de autenticação além da palavra-passe, com códigos de recuperação para um telemóvel perdido; veja Início de sessão em dois passos.
- Eliminar a conta — remove a conta e todas as bases de dados que lhe pertencem, depois da palavra-passe atual. As aplicações para Android e iOS têm o mesmo botão nas suas definições.
Transferências e estado
Início de sessão em dois passos na sua conta bursucm.com
Desde outubro de 2026, uma conta bursucm.com que inicia sessão com palavra-passe pode pedir também uma segunda prova: um código de 6 dígitos de uma aplicação de autenticação no seu telemóvel. Quem descobrir a palavra-passe continua sem conseguir abrir a conta — as suas bases de dados, os utilizadores delas e os dispositivos com sessão iniciada. Fica desativado até o ativar; ninguém é obrigado a usá-lo, nem administradores nem proprietários de bases de dados.
Este código protege a sua conta bursucm.com: o segredo vive na aplicação de autenticação do telemóvel e é o servidor que verifica o código. Os códigos de dois fatores guardados numa credencial são outra coisa — segredos dos servidores em que inicia sessão, guardados no seu cofre para que a aplicação lhe mostre os respetivos códigos.
Ativar
- Em bursucm.com abra o Perfil. O cartão Autenticação de dois fatores indica que está desativado: carregue em Ativar, introduza a Palavra-passe atual e carregue em Continuar.
- Configure a sua aplicação de autenticação: leia o código QR com o Google Authenticator, o Microsoft Authenticator, o 1Password ou qualquer outra aplicação de autenticação. Não consegue ler o código? A janela mostra também a chave em texto — introduza-a manualmente na aplicação. A nova entrada chama-se BURSUcloud, com o seu e-mail ao lado.
- Introduza o código de 6 dígitos que a aplicação mostra e carregue em Ativar. A configuração espera 10 minutos; depois disso, recomece com Ativar. Se o código for recusado, confirme que a hora do telemóvel é acertada automaticamente.
- Aparecem Os seus códigos de recuperação: dez códigos como
abcde-fghij. Cada um funciona uma vez e só são mostrados agora. Carregue em Copiar códigos, guarde-os num lugar seguro e longe do telemóvel — um gestor de palavras-passe ou uma folha impressa — e carregue em Já os guardei.
Ao ativar, termina a sessão de todos os outros navegadores e dispositivos da conta, por isso cada aplicação volta a pedir o início de sessão — desta vez com o código. Um e-mail confirma a alteração.
Iniciar sessão com o código
- No site: depois da palavra-passe, a página Autenticação de dois fatores pede o Código → Verificar. A página espera 10 minutos e aceita cinco códigos errados; dez códigos errados numa hora bloqueiam a introdução de códigos da conta durante uma hora.
- Nas aplicações — Windows 5.1.5, Linux e macOS 3.1.5, Android 2.0.1, iOS/iPadOS 2.0.1 e posteriores: introduza o e-mail e a palavra-passe como habitualmente e a aplicação abre a sua própria janela Two-factor authentication, com um único campo. Introduza o código de 6 dígitos — ou um código de recuperação — e carregue em Sign in. Um código errado ou expirado é indicado na mesma janela e basta introduzir o seguinte; após demasiadas tentativas, a janela pede para aguardar alguns minutos. Cancel volta ao formulário de início de sessão e esquece a palavra-passe introduzida.
- As versões antigas das aplicações não conseguem iniciar sessão numa conta assim com a palavra-passe: atualize a aplicação ou inicie sessão com uma conta Google, Microsoft, Apple ou GitHub associada.
- Offline: as aplicações de desktop já não abrem offline uma conta com dois passos só com a palavra-passe. Uma aplicação que já tem sessão iniciada continua a funcionar offline com a sua cópia guardada do catálogo, como antes.
- Os utilizadores da base de dados (inícios de sessão como
name@handle) não são afetados: o início de sessão em dois passos pertence às contas bursucm.com.
Google, Microsoft, Apple e GitHub
Iniciar sessão com um fornecedor não pede o código: confia-se no início de sessão do fornecedor — com o segundo fator dele, se o ativou lá. Já associar um fornecedor novo a uma conta com dois passos pede um código (ou um código de recuperação), para que quem entrou no seu e-mail não possa juntar a sua própria conta de fornecedor. O cartão só aparece a contas que podem iniciar sessão com palavra-passe; uma conta criada através de um fornecedor define primeiro uma palavra-passe no cartão de métodos de início de sessão da mesma página.
Códigos de recuperação, desativar, telemóvel perdido
- Quantos restam: o cartão mostra “Ativada — restam N códigos de recuperação” e avisa quando restam três ou menos. Um código de recuperação vai para o mesmo campo que o código da aplicação — no site e em cada aplicação — e fica gasto depois de aceite.
- Novos códigos de recuperação: a palavra-passe e um código da aplicação (ou um código de recuperação) dão dez códigos novos; todos os anteriores deixam de funcionar.
- Desativar: a palavra-passe e um código (ou um código de recuperação). Termina a sessão de todos os outros dispositivos e um e-mail confirma-o.
- Telemóvel perdido ou trocado: inicie sessão com um código de recuperação e depois desative e volte a ativar a proteção para a passar para o telemóvel novo. Repor a palavra-passe não desativa o início de sessão em dois passos.
- Perdeu o telemóvel e os códigos: a página do código tem uma ligação para o suporte. Depois de confirmado quem faz o pedido, um administrador do BURSUcloud pode repor o início de sessão em dois passos da conta; recebe um e-mail sobre isso e termina a sessão de todos os outros dispositivos.
A aplicação para Linux e macOS
O BURSUcm para Linux e macOS é o mesmo gestor de ligações, compilado para esses sistemas a partir de uma única base de código. Se conhece a aplicação para Windows, já conhece esta: o mesmo catálogo, os mesmos modos de armazenamento (local, PostgreSQL, BURSUcloud), as mesmas funcionalidades de SSH, credenciais, cofre, utilizadores, snippets, visão dividida e broadcast. Este capítulo cobre o que lhe é específico.
O que difere da aplicação para Windows
| Área | Como funciona aqui |
|---|---|
| RDP | BURSUrdp (predefinido) ou IronRDP, renderizado dentro do separador — o mesmo motor BURSUrdp do Windows. Partilha da área de transferência do sistema, gráficos H.264, suporte a multimonitor, renegociação de resolução ao vivo ao redimensionar a janela, religação rápida. Nítido em ecrãs Retina e HiDPI: a sessão pede os píxeis reais do ecrã e a sua escala, e ajusta-se quando arrasta a janela para outro ecrã. O ponteiro assume as formas de cursor do próprio servidor. |
| Web | o mesmo separador de navegador que no Windows; as transferências aparecem no painel Transferências, e um programa, script, instalador ou imagem de disco transferido é mostrado na sua pasta em vez de ser executado. |
| Segredos locais | não existe o DPAPI do Windows, pelo que a proteção portátil é a norma: utilize uma palavra-passe principal para qualquer coisa que vá além de um catálogo de máquina única. |
| Hosts confiáveis | Settings → Trusted hosts lista as chaves de host SSH memorizadas, os certificados RDP aceites e os certificados WinRM de confiança, com um “esquecer todos” de um clique para cada lista; as chaves de host dos Mac apagam-se em Settings → AppleRD (“Forget all trusted Macs”). |
| Atualizações | no Linux, pelo repositório de pacotes (configure uma vez) — ou manualmente pela página de download; a aplicação também verifica o feed de versões e aponta o pacote certo. |
Encontrar o caminho
- A barra lateral alterna entre Connections e Credentials; as pastas expandem-se no lugar, e passar o rato sobre qualquer linha mostra as setas de reordenação ↑ ↓ (veja A sua própria ordem).
- O Quick connect fica no topo da barra lateral: escolha um protocolo, introduza
user@host:port, prima Enter — uma sessão avulsa sem tocar no catálogo. - O separador Home mostra o mesmo painel (faixa de estado, recentes, favoritos e última sessão, chips de etiquetas); as cores das etiquetas, os pontos de sessão, a paleta de comandos (Ctrl+K) e os separadores à esquerda funcionam como descrito em Home, etiquetas e a paleta de comandos. Separadores de sessão, visão dividida, broadcast, modos de janela inteira e ecrã inteiro comportam-se como descrito nos capítulos comuns.
- Temas claro e escuro, e os mesmos oito idiomas de interface (inglês, alemão, espanhol, português do Brasil e de Portugal, russo, ucraniano, georgiano) — em Settings; os quatro novos a partir da 3.2.1. No primeiro arranque a aplicação abre no idioma do sistema, se for um dos oito.
Iniciar sessão
O login na nuvem oferece o conjunto completo: e-mail/palavra-passe, Google, Microsoft, Apple, GitHub, ou um login de utilizador da base de dados (name@handle). Os logins via navegador abrem o seu navegador predefinido e regressam à aplicação automaticamente. Se a conta tiver o início de sessão em dois passos ativado, uma janela Two-factor authentication pede o código logo a seguir à palavra-passe; os inícios de sessão com fornecedores não o pedem.
Aponte a aplicação para Windows para a mesma base de dados na nuvem e tudo o acompanha entre as máquinas — incluindo a ordem exata pela qual organizou as suas pastas e ligações.
Aplicação para Android
Instale-a a partir do Google Play — ou como APK direto da página de download. É um cliente para o catálogo na nuvem: inicie sessão com a mesma conta — e-mail/palavra-passe (mais o código de dois passos, se o tiver ativado), Google, Microsoft, Apple ou GitHub, ou um utilizador da base de dados name@handle — e obtém as mesmas pastas e ligações, pela mesma ordem que organizou no desktop. A versão 2.0 (outubro de 2026) aproximou-a do desktop:
- Sessões: terminais SSH e Telnet, RDP e VNC integrados, e AppleRD para um Mac, com vídeo e som High Performance; uma ligação Web abre no navegador do sistema. As sessões — transferências de ficheiros e ambientes de trabalho remotos incluídos — continuam a funcionar com a aplicação em segundo plano; até 5 em simultâneo por predefinição (de 1 a 20 nas definições).
- Ambientes de trabalho remotos: ponteiro tipo trackpad ou toque direto, uma fila de teclas com Esc, Tab, Win e Ctrl+Alt+Del, e ao rodar o telemóvel o ambiente de trabalho ajusta a resolução sem voltar a ligar. O RDP passa pelo RD Gateway definido no desktop. Não há no telemóvel: área de transferência partilhada em RDP e VNC, nem som de RDP.
- SSH: jump hosts, encaminhamentos de portas locais (-L) e remotos (-R), tmux, chaves Ed25519 e a opção de ligação Send LANG=en_US.UTF-8. Um encaminhamento dinâmico (-D) é mantido na ligação, mas só arranca no desktop.
- Terminal: os esquemas de cores e o tamanho de letra do desktop, Find na saída, registos de sessão com Share output, os snippets da base de dados — enviados com um toque, adicionados e editados aqui —, uma fila de teclas com Ctrl, Alt, Esc, Tab, setas, Home/End, PgUp/PgDn e F1–F12, e uma pergunta antes de executar uma colagem de várias linhas.
- Ficheiros (SFTP e FTP): selecione vários itens para os transferir, mover ou eliminar de uma vez; transfira ou elimine uma pasta inteira; veja e edite um ficheiro de texto no servidor; ordene por nome, tamanho ou data e mostre os ficheiros ocultos; mude o nome, crie pastas e (SFTP) altere permissões. Os envios para o servidor fazem-se um ficheiro de cada vez.
- Catálogo: Favoritos e Recentes, etiquetas, Quick Connect e Copy As; pastas com nova subpasta, mudar o nome, mover, eliminar e a credencial predefinida da pasta; a sua ordem manual, alterada com a pega de arrastar de cada linha; Wake on LAN a partir do menu da linha; “Last used by …” no cartão da ligação. A pesquisa expande as pastas com resultados.
- Credenciais: registos de utilizador/palavra-passe e de chave SSH, códigos TOTP em tempo real a partir do segredo de dois fatores de um registo, um gerador de palavras-passe e uma chave privada importada de um ficheiro.
- Offline: as alterações feitas sem ligação ficam guardadas no telemóvel e são enviadas quando o portal volta; uma faixa por cima do catálogo mostra o estado, e uma janela de conflitos deixa-o ficar com qualquer das versões — como nas aplicações de desktop.
- Tablets e tema: um esquema de dois painéis com o catálogo à esquerda e um painel de boas-vindas com ações rápidas e números em tempo real à direita — um botão Início leva-o sempre de volta. O tema segue o modo claro/escuro do sistema ou é fixado nas definições.
- Desbloquear e bloquear: por impressão digital (ou PIN do dispositivo) — a chave do cofre é protegida por uma chave do Android Keystore que não pode ser usada sem uma verificação bem-sucedida; Lock App on Start pede-a ao abrir. O cofre bloqueia após 5 minutos em segundo plano e após 10 minutos de inatividade.
- Privacidade: Block screenshots (desativado por predefinição) esconde os ecrãs sensíveis de capturas e da duplicação do ecrã; Clear clipboard limpa um segredo copiado ao fim do tempo escolhido; o certificate pinning só aceita o certificado genuíno de bursucm.com; e voltar a iniciar sessão revoga a sessão anterior, por isso a lista “Dispositivos ligados” do portal está sempre certa.
- A sua conta: Settings → Delete account elimina a sua conta bursucm.com com todas as bases de dados que lhe pertencem após uma única confirmação (Delete account permanently), e leva consigo os registos de sessão e de falhas deste telemóvel. Report a problem envia um relatório a partir da aplicação; nada sai sem o seu toque.
- O que o Android não tem: abrir ligações WinRM (podem ser criadas e editadas aqui, e o cartão copia anfitrião, utilizador e palavra-passe) e portas série, o assistente de IA, a visão dividida e o broadcast, utilizadores e permissões, Get MAC e o restabelecimento automático da ligação — uma sessão caída volta a abrir-se à mão. A importação só lê o próprio ficheiro de exportação da aplicação, que não traz palavras-passe.




Aplicação para iOS e iPadOS
O BURSUcm para iPhone e iPad é uma única aplicação universal, gratuita na App Store, para iOS e iPadOS 17 ou posterior. Inicie sessão com a mesma conta — e-mail/palavra-passe (mais o código de dois passos, se o tiver ativado), Google, Microsoft, Apple ou GitHub, ou um utilizador da base de dados — e abre-se o mesmo catálogo: as mesmas pastas e ligações, pela ordem em que as organizou, com cada palavra-passe decifrada apenas no dispositivo. A versão 2.0 (outubro de 2026) aproximou-a do desktop:
- Sessões: terminais SSH e Telnet, SFTP e FTP, RDP e VNC integrados, e AppleRD para um Mac — com vídeo e som High Performance e o ecrã virtual do Mac a rodar com o dispositivo; uma ligação Web abre no navegador predefinido. Uma sessão ativa pede ao iOS o meio minuto extra que este concede ao mudar de aplicação, por isso uma transferência ou um comando em curso não cai assim que olha para outro lado.
- Ambientes de trabalho remotos: gestos (toque = clique, toque com dois dedos = clique direito, dois dedos = deslocar, duplo toque e arrastar = arrastar) e um painel flutuante com Esc, Tab, Del, setas, teclas de função e Ctrl+Alt+Del. O RDP passa pelo RD Gateway definido no desktop. Não há no dispositivo: área de transferência partilhada em RDP e VNC, nem som de RDP.
- SSH: jump hosts, encaminhamentos de portas locais (-L) e remotos (-R), tmux e a opção de ligação Send LANG=en_US.UTF-8. Um encaminhamento dinâmico (-D) é mantido na ligação, mas só arranca no desktop.
- Terminal: duas filas de teclas extra por cima do teclado no ecrã — Ctrl, Esc, Tab, ^C, símbolos habituais e Colar; F1–F12, Home/End, PgUp/PgDn e as setas —, para que o htop, o mc e outras TUI sejam utilizáveis num telemóvel, enquanto um teclado físico passa os modificadores diretamente. Os esquemas de cores e o tamanho de letra do desktop, Find, registos de sessão com Share output, os snippets da base de dados (enviados com um toque, adicionados e editados aqui) e uma colagem segura: os caracteres de controlo são removidos e uma colagem de várias linhas pergunta primeiro.
- Ficheiros (SFTP e FTP): selecione vários itens para os transferir, mover ou eliminar de uma vez; transfira ou elimine uma pasta inteira; veja e edite um ficheiro de texto no servidor; ordene por nome, tamanho ou data e mostre os ficheiros ocultos; envie, mude o nome, crie pastas e (SFTP) altere permissões. As transferências ficam na pasta BURSUcm da aplicação Ficheiros.
- Catálogo: Favoritos e Recentes, etiquetas, Quick Connect e Copy As; pastas com nova subpasta, mudar o nome, mover, eliminar e a credencial predefinida da pasta; a sua ordem manual com Move up / Move down no menu da linha; “Last used by …” no cartão da ligação; e Wake on LAN a partir do menu da linha — enviado diretamente para o endereço da máquina, porque o iOS só deixa uma aplicação enviar difusões com uma autorização especial da Apple.
- Editar em movimento: ligações e credenciais criam-se e editam-se no próprio dispositivo, incluindo jump hosts e encaminhamentos de portas; uma credencial mostra códigos TOTP em tempo real a partir do seu segredo de dois fatores, tem gerador de palavras-passe e aceita uma chave privada importada de um ficheiro.
- Offline: as alterações feitas enquanto o portal não responde ficam no dispositivo e são enviadas quando ele volta — ligações, pastas, ordem manual e estado das pastas. Uma faixa por cima do catálogo mostra o estado, uma janela de conflitos deixa-o ficar com qualquer das versões, e terminar sessão com alterações por enviar avisa primeiro.
- iPad: um esquema dividido com o catálogo ao lado de uma sessão ativa, suporte de ponteiro (um trackpad ou rato controla o cursor remoto real em RDP e VNC), modificadores completos do teclado físico, os atalhos do desktop para mudar de sessão (Ctrl+Tab, ⌘1–9, ⌘W) e o Stage Manager para várias sessões lado a lado.
- Face ID / Touch ID: a chave do cofre fica guardada atrás do armazenamento biométrico do sistema; Lock App on Start pede-a sempre que volta à aplicação. O cofre bloqueia após 5 minutos em segundo plano e após 10 minutos de inatividade — escrever num teclado físico conta como atividade.
- Segurança: certificate pinning para bursucm.com, verificação das chaves de anfitrião SSH e certificados RDP no modelo de confiança na primeira utilização — exigindo ao servidor que prove ter a chave privada do certificado. Os anfitriões e certificados de confiança são esquecidos por protocolo nas definições.
- A sua conta: Settings → Delete account elimina a sua conta bursucm.com com todas as bases de dados que lhe pertencem após uma única confirmação (Delete account permanently), juntamente com os registos de sessão e de falhas deste dispositivo. Report a problem envia um relatório a partir da aplicação; nada sai sem o seu toque.
- O que o iPhone e o iPad não têm: abrir ligações WinRM e portas série (podem ser editadas aqui), o assistente de IA, a visão dividida e o broadcast, utilizadores e permissões, importação e exportação, Get MAC e o restabelecimento automático da ligação — uma sessão caída volta a abrir-se à mão.






Importação de outras ferramentas
Mudar de outro gestor de ligações é uma única janela: Settings → Data → Import (também disponível no portal web). Escolha a origem, reveja a pré-visualização, clique em Import.
Origens suportadas
| Origem | O que é lido |
|---|---|
| WinSCP | sites com pastas — incluindo as palavras-passe guardadas, desencriptadas automaticamente |
| PuTTY | sessões guardadas (host, porta, utilizador, detalhes de SSH) |
| mRemoteNG | o ficheiro de ligações com a sua árvore de pastas |
| Remote Desktop Manager | ligações exportadas |
| Royal TS / RoyalX | exportações .json |
| OpenSSH config | hosts do ~/.ssh/config com as suas opções |
| Ficheiros .rdp | um ficheiro ou uma pasta inteira deles |
| Ficheiros .vnc | ficheiros de ligação do RealVNC / TigerVNC — host, porta e opções |
| KeePass | uma base de dados .kdbx (KeePass 2.x, KeePassXC) ou .kdb (KeePass 1.x), aberta com a palavra-passe mestra e/ou o ficheiro de chave; exportações do KeePass em XML e CSV — com palavras-passe, códigos de utilização única (TOTP) e notas; nas aplicações de ambiente de trabalho e no portal — lido no navegador |
| 1Password | uma exportação .1pux ou um CSV do 1Password 8; nas aplicações de ambiente de trabalho e no portal — lido no navegador |
| Bitwarden / Vaultwarden | uma exportação JSON — simples ou protegida por palavra-passe — ou um CSV; nas aplicações de ambiente de trabalho e no portal — lido no navegador |
| BURSUcm CSV | a própria exportação CSV da aplicação (Name,Type,Host,Port,Username,Group,Notes) — reimporte o que exportou, com notas e todos os tipos de ligação; uma folha construída com as mesmas colunas também serve |
| CSV / XML | importações tabulares genéricas, por exemplo de uma folha de cálculo |
| Backup do BURSUcm | o formato nativo .bcmbackup, catálogos completos |
A etapa de pré-visualização
- Antes de qualquer gravação, a importação mostra uma árvore de pastas do que encontrou — marque exatamente as pastas e ligações que quer.
- Escolha uma pasta de destino no seu catálogo; a estrutura importada entra dentro dela.
- As importações são aditivas: nada do que já existe é substituído ou eliminado.
De um gestor de palavras-passe
O KeePass, o 1Password e o Bitwarden / Vaultwarden são lidos pelas aplicações de ambiente de trabalho — Windows 5.3.7 e Linux e macOS 3.3.1 ou posterior; o portal web e as aplicações para telemóvel não os leem. Escolha a origem na janela de importação e depois o ficheiro; o formato é reconhecido pelo conteúdo.
- Abrir o ficheiro: uma base de dados
.kdbxou.kdbpede a palavra-passe mestra, o ficheiro de chave ou ambos — deixe a palavra-passe vazia se só o ficheiro de chave a abrir; uma exportação do Bitwarden protegida por palavra-passe pede a palavra-passe com que foi exportada. Com uma palavra-passe errada, a janela fica aberta para nova tentativa. O ficheiro é lido no seu computador e não é enviado para lado nenhum. - O que passa a quê: grupos, cofres e pastas passam a pastas. Cada entrada com utilizador, palavra-passe ou código de utilização única passa a uma credencial, com o código (TOTP); uma entrada cujo endereço indica um servidor passa também a uma ligação. As notas e o endereço vão para o comentário. As chaves SSH do 1Password e do Bitwarden passam a credenciais com chave SSH.
- Que protocolo: um endereço com protocolo —
ssh://,rdp://,https://… — decide sempre. Para um anfitrião simples, lê-se primeiro a própria entrada: uma porta no endereço (22, 23, 3389, 5900–5909), as palavras RDP, SSH, VNC ou Telnet no título ou nas notas, um utilizador do tipoDOMAIN\user. Só o resto segue Tratar os anfitriões sem protocolo como: Ligação SSH, Ligação RDP ou Apenas a credencial. - O que é ignorado: cartões, identidades, notas seguras, documentos, itens arquivados e eliminados e a reciclagem do KeePass. São contados no resumo, para que nada desapareça em silêncio.
- Para uma base de dados na nuvem: uma importação grande vai até ao fim sem pausas, e uma janela de progresso conta as ligações e credenciais à medida que chegam.
Se a aplicação indicar uma cifra ou derivação de chave que não sabe ler, abra a base de dados no KeePass, mude-a para AES ou ChaCha20, guarde e importe de novo.
Exportação e backups

Backups portáteis (.bcmbackup)
- Exportar com palavra-passe principal — o ficheiro é encriptado (AES-256-GCM); é o formato para mover um catálogo entre máquinas ou guardar como backup.
- Exportar sem palavra-passe — só para transferências rápidas; a aplicação avisa claramente que as palavras-passe guardadas ficariam em texto puro.
- Exportação CSV — a estrutura do catálogo sem palavras-passe, para folhas de cálculo e auditorias. Também se reimporta: escolha a origem BURSUcm CSV.
- A mesma exportação/importação está disponível no portal web, pelo que um backup feito na aplicação abre no portal e vice-versa.
Snapshots da base de dados
- Export Database… — um único ficheiro encriptado com o catálogo inteiro (ligações, credenciais, utilizadores). Escolhe uma palavra-passe principal para o snapshot — o ficheiro é inútil sem ela.
- Import Database… substitui o conteúdo atual da base de dados (a aplicação avisa). O modo local também pode importar um ficheiro SQLite bruto.
- Para uma base de dados na nuvem, o portal oferece exportação/importação .sql (o separador Configurações da base de dados) — um dump PostgreSQL completo, utilizadores da base de dados incluídos.
Faça um snapshot mensalmente e guarde-o fora do computador de trabalho. Certifique-se de que se lembra da palavra-passe principal do snapshot: a cópia não abre sem ela.
Repor a configuração
“Clear cache & restart setup” (Settings → Database) esquece a base de dados configurada e qualquer login guardado e executa de novo o assistente de primeira execução. Os dados dentro da própria base de dados não são apagados.
Receitas: seis tarefas comuns
Guias passo a passo curtos e completos de tarefas que aparecem em infraestruturas reais. Cada um utiliza apenas funcionalidades já descritas — os links levam aos detalhes.
1 · Alcançar uma base de dados atrás de firewall como se fosse local
Um servidor PostgreSQL escuta em db.internal:5432, alcançável só a partir de um host acessível por SSH. Quer que localhost:5432 na sua máquina leve até lá.
- Edite a ligação SSH daquele host → SSH options → Port forwards → adicione um encaminhamento Local (-L): porta local
5432, destinodb.internal, porta de destino5432. - Ligue-se. O terminal imprime o estado do túnel quando a sessão abre.
- Aponte o pgAdmin, o DBeaver ou o
psqlparalocalhost:5432. O túnel vive exatamente enquanto o separador da sessão viver — fechar o separador fecha a porta. Detalhes: Encaminhamento de portas.
Vários serviços atrás do mesmo host? Adicione antes um reencaminhamento Dynamic (-D) e aponte o cliente ao proxy SOCKS5 — veja Encaminhamento de portas.
2 · Dar a um subcontratado acesso a uma única pasta
Um engenheiro externo precisa de trabalhar nos servidores de Servers\Staging — e não ver mais nada, muito menos palavras-passe.
- Abra User Management → adicione um utilizador (no modo nuvem, um utilizador da base de dados — o subcontratado não precisa de conta no portal, só do login
name@handleque lhe entregar). - Dê o papel User, deixe a regra “All folders” vazia e, em
Servers\Staging, conceda Read — e Edit apenas se ele tiver de alterar entradas. - Deixe Passwords desmarcado: o subcontratado pode ligar-se com as credenciais armazenadas, mas não pode revelá-las em texto claro.
- Quando o trabalho acabar, elimine o utilizador; no modo nuvem verifique também as Sessões dele no portal. Detalhes: Utilizadores e permissões.
3 · Migrar do PuTTY e do WinSCP durante o almoço
- Settings → Data → Import → origem WinSCP: os sites chegam com a sua árvore de pastas e as palavras-passe guardadas, desencriptadas automaticamente.
- Execute a importação de novo com o PuTTY como origem — sessões guardadas, portas e detalhes de SSH vêm juntos; a etapa de pré-visualização permite desmarcar o que não quiser.
- As duas importações são aditivas e entram na pasta de destino que escolher, pelo que nada é substituído. Defina uma palavra-passe principal depois — palavras-passe importadas merecem encriptação a sério. Detalhes: Importação de outras ferramentas.
4 · Um catálogo no PC do trabalho, no portátil e no telemóvel
- Crie uma conta gratuita e uma base de dados em bursucm.com (como).
- Na máquina que tem o seu catálogo: exporte-o com Settings → Data → Export… → BURSUcm Backup (.bcmbackup)…, inicie sessão na nova base de dados na nuvem com a palavra-passe principal dela e importe o ficheiro com Settings → Data → Import… → BURSUcm backup.
- Entre na mesma base de dados pelo portátil e pela aplicação Android ou iOS. Tudo acompanha: pastas, ordem manual, credenciais, snippets, túneis — e cada palavra-passe é desencriptada só no dispositivo, nunca no servidor.
5 · Executar um comando num rack inteiro
- Abra sessões para todos os servidores envolvidos (separadores e painéis divididos contam igualmente).
- Ligue o Broadcast na barra de ferramentas da sessão — o banner laranja confirma quantas sessões estão à escuta.
- Introduza o comando uma vez — ou envie um snippet; com placeholders como
systemctl restart {service}a aplicação pede o valor antes. Verifique o banner antes do Enter e depois desligue o Broadcast.
6 · Um computador portátil foi perdido ou roubado
- No portal, abra Perfil → Dispositivos ligados e dê Revogar no dispositivo perdido (ou “Sair de todos”) — o token de API dele morre imediatamente e a aplicação nele é desligada. Para o dispositivo de um utilizador da base de dados, o dono faz o mesmo no separador Utilizadores e acesso da base de dados → Sessões.
- Troque a palavra-passe da sua conta bursucm.com.
- Se o início de sessão em dois passos ainda não estiver ativado, ative-o — isso termina também a sessão de todos os outros dispositivos. Se estiver ativado e os códigos de recuperação estavam guardados no portátil, carregue em Novos códigos de recuperação: os anteriores deixam de funcionar.
- Avalie o cofre: as palavras-passe guardadas no portátil estão encriptadas com AES sob a sua palavra-passe principal — sem ela, são ilegíveis. Se a palavra-passe principal também puder ser conhecida, troque por precaução as palavras-passe reais dos servidores.
Referência
As edições em resumo
| Windows | Linux & macOS | Android | iOS & iPadOS | Portal web | |
|---|---|---|---|---|---|
| Modos de armazenamento | local · PostgreSQL · nuvem | local · PostgreSQL · nuvem | nuvem | nuvem | nuvem |
| Terminal SSH | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | — |
| Painéis de ficheiros SFTP / FTP | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | — |
| RDP | ✔ motor BURSUrdp ou Microsoft | ✔ BURSUrdp ou IronRDP | ✔ integrado (IronRDP) | ✔ integrado (IronRDP) | — |
| RD Gateway | ✔ motor BURSUrdp ou Microsoft | ✔ BURSUrdp | ✔ o definido no desktop | ✔ o definido no desktop | — |
| BURSUlink (um computador atrás de NAT) | ✔ desde a 5.2.0 | ✔ a partir da 3.2.1 | — | — | ✔ agentes, códigos, listas de permissões |
| VNC | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | — |
| Apple Remote Desktop | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | só editar |
| Separadores Telnet · Serial · Web | ✔ | ✔ | Telnet · Web no navegador | Telnet · Web no navegador | — |
| WinRM (PowerShell · cmd) | ✔ | ✔ | só editar | só editar | só editar |
| Visão dividida e Broadcast | ✔ | ✔ | — | — | — |
| Editar ligações e credenciais | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ |
| Ordenação manual | ✔ organizar | ✔ organizar | ✔ organizar | ✔ organizar | ✔ organizar |
| Snippets | ✔ usar e gerir | ✔ usar e gerir | ✔ usar e gerir | ✔ usar e gerir | ✔ gerir |
| Utilizadores e permissões | ✔ | ✔ | — | — | ✔ |
| Importação / exportação | ✔ | ✔ | ficheiro próprio, sem palavras-passe | — | ✔ |
| Trabalho offline e fila de alterações | ✔ | ✔ | ✔ | ✔ | — |
| Restabelecimento automático da ligação | ✔ | ✔ | — | — | — |
| Início de sessão em dois passos da conta | ✔ janela do código | ✔ janela do código | ✔ janela do código | ✔ janela do código | ✔ código · ativar / desativar |
O modelo de segurança numa tabela
| Camada | Mecanismo |
|---|---|
| Encriptação do cofre (palavra-passe principal) | AES-256-GCM; a chave é derivada no dispositivo com PBKDF2 (600.000 iterações). Idêntica no Windows, Linux, macOS, Android, iOS/iPadOS e na nuvem. |
| Base de dados local sem palavra-passe principal (Windows) | DPAPI — encriptação vinculada à conta de utilizador do Windows; não portátil por design. |
| Armazenamento na nuvem | Zero-knowledge: a encriptação e a desencriptação acontecem só nos seus dispositivos; bursucm.com armazena e repassa texto cifrado. Cada base de dados de cliente é uma base de dados PostgreSQL separada, inalcançável pela internet. |
| Sessões na nuvem | Tokens de API: vida útil deslizante de 30 dias, teto rígido de 90 dias, no máximo 10 dispositivos por conta, revogáveis um a um ou todos de uma vez no portal. Um login de um IP novo dispara um e-mail. |
| Início de sessão na conta bursucm.com | A palavra-passe e, se ativado, um código TOTP ou um código de recuperação de utilização única — no site e em cada aplicação. Os inícios de sessão com Google, Microsoft, Apple e GitHub confiam no fornecedor. Veja Início de sessão em dois passos. |
| Identidade do servidor SSH | Verificação da impressão digital da chave do host com confirmação no primeiro uso; um modo estrito permite apenas hosts já confiáveis. Através de um jump host, a chave verificada é a do destino real. |
| BURSUlink (agentes e servidores de retransmissão) | Cada agente e cada dispositivo tem o seu próprio par de chaves, gerado na máquina; o portal e os servidores de retransmissão conhecem apenas as metades públicas. O portal assina um passe para um agente, um dispositivo, uma ligação e dois minutos, e apenas para um membro que pode abrir essa ligação. O tráfego é cifrado de ponta a ponta; um servidor de retransmissão reencaminha pacotes que não consegue ler. A chave de anfitrião SSH ou o certificado RDP do destino é verificado como numa ligação directa. |
| Colagem no terminal | Conteúdo de várias linhas na área de transferência mostra uma pré-visualização antes de qualquer coisa chegar ao shell — em todas as rotas de colagem. |
| Blindagem no Android | Desbloqueio biométrico suportado pelo Android Keystore, bloqueio opcional de capturas em ecrãs sensíveis, certificate pinning contra MITM. |
| Blindagem no iOS | Desbloqueio com Face ID / Touch ID atrás do armazenamento biométrico do sistema, bloqueio automático em segundo plano, certificate pinning, e certificados RDP aceites apenas de um servidor que prove possuir a chave privada correspondente. |
| Sessões WinRM | Autenticação NTLM com selagem de mensagens; por HTTPS o certificado do servidor é fixado na primeira ligação como uma chave de host SSH, o HTTP simples é confirmado uma vez por servidor. |
| Sessões Mac (Apple Remote Desktop) | A chave de host do Mac é verificada antes de a palavra-passe ser oferecida — confirmação na primeira utilização como numa chave de host SSH, e um modo estrito apenas para Macs já de confiança. O início de sessão é o handshake SRP da Apple, pelo que a palavra-passe nunca atravessa a rede; a sessão é cifrada com chaves dele derivadas, e o vídeo e o áudio High Performance viajam como SRTP. |
Onde a aplicação guarda os seus ficheiros
| Sistema | Pasta |
|---|---|
| Windows | %APPDATA%\BursuCM |
| Linux | ~/.config/BURSUcm |
| macOS | ~/Library/Application Support/BURSUcm |
Lá dentro: settings.json (preferências da aplicação), a base de dados local quando utiliza o modo local, e known_hosts.json (chaves de host SSH e certificados confiáveis) na sua própria pasta dentro de Users — veja As suas definições neste computador. Faça backup da pasta inteira e terá o backup de uma instalação local. As palavras-passe guardadas dentro desses ficheiros são sempre encriptadas — veja o capítulo do cofre.
Formatos de ficheiro
| Formato | O que é | Palavras-passe dentro? |
|---|---|---|
.bcmbackup | backup portátil do catálogo; abre em todas as edições desktop e no portal | encriptadas quando exportado com palavra-passe principal; texto puro (com um aviso enfático) caso contrário |
.bursucm-db | como chegar ao seu próprio servidor PostgreSQL: host, porta, base de dados, utilizador e a escolha de cifragem; escrito por Export config no formulário do PostgreSQL. Não é um backup do catálogo — não leva ligações, credenciais, utilizadores nem snippets, apenas o endereço da base de dados onde tudo isso está | a palavra-passe do PostgreSQL. Encriptada se der ao ficheiro uma palavra-passe própria; em texto puro se não der — proteja o ficheiro antes de o enviar a alguém |
| Snapshot da base de dados | a base de dados inteira — ligações, credenciais, utilizadores — num único ficheiro encriptado | sempre encriptadas com a palavra-passe do snapshot que escolher |
.csv | estrutura do catálogo para folhas de cálculo e auditorias; reimporta-se com a origem BURSUcm CSV | nunca |
.sql | dump PostgreSQL completo de uma base de dados na nuvem (portal → separador Configurações) | como armazenadas: texto cifrado sob a sua palavra-passe principal |
Portas padrão
Preenchidas automaticamente quando escolher o protocolo; altere-as livremente por ligação. SSH/SFTP 22 · Telnet 23 · RDP 3389 · VNC 5900 · Apple Remote Desktop 5900 (+ UDP 5900/5901 para High Performance) · FTP/FTPS 21 · HTTP 80 · HTTPS 443 · WinRM 5985 (HTTP) / 5986 (HTTPS). O agente BURSUlink não precisa de nada de entrada: liga para fora por 443/tcp e 7842/udp.
Glossário
| Termo | Significado |
|---|---|
| Catálogo | Tudo o que a base de dados contém: ligações, pastas, credenciais, snippets, utilizadores e os seus direitos. |
| Credencial | Um nome de utilizador + palavra-passe guardados uma única vez no cofre e vinculados a qualquer número de ligações. |
| Cofre | O armazenamento encriptado de todos os segredos guardados. “Bloqueado” significa que a chave de encriptação não está na memória; a ligação continua a funcionar, revelar palavras-passe não. |
| Palavra-passe principal | A única palavra-passe da qual se deriva a chave de encriptação do cofre. Nunca armazenada em lugar algum, nunca enviada ao servidor, nunca recuperável. |
| DPAPI | A encriptação integrada do Windows, vinculada à sua conta do Windows. Conveniente (nada para introduzir), mas os dados não podem sair daquela conta — por isso deixa de ser usada quando existe uma palavra-passe principal. |
| Zero-knowledge | O design em que o servidor armazena os seus dados mas não consegue ler os segredos dentro deles: as chaves de encriptação existem apenas nos seus dispositivos. |
| Jump host (bastião) | Um servidor SSH intermediário que retransmite a sua sessão para uma máquina sem acesso direto de rede; a aplicação encadeia por ele automaticamente. |
| Agente BURSUlink | Um pequeno serviço num computador atrás de NAT, associado a uma base de dados BURSUcloud; através dele as aplicações chegam a esse computador — ou, no modo gateway, à sua rede — sem encaminhamento de portas e sem VPN. |
| Servidor de retransmissão (BURSUlink) | Um dos servidores BURSUlink aos quais o agente e a aplicação ligam para fora. A sessão vai directamente através do NAT quando os routers o permitem; caso contrário, o servidor de retransmissão reencaminha pacotes cifrados que não consegue ler. |
| Encaminhamento de porta (túnel) | Uma porta transportada por uma sessão SSH: local (-L) traz um serviço remoto para localhost, remoto (-R) expõe o seu serviço local no servidor, dinâmico (-D) abre um proxy SOCKS5. |
| Proxy SOCKS5 (reencaminhamento dinâmico, -D) | Uma porta de proxy local transportada por uma sessão SSH: qualquer programa apontado a ela chega ao que o servidor SSH alcança, com os nomes resolvidos no servidor. |
| tmux | Um multiplexador de terminal no servidor que mantém uma sessão de shell viva depois de a ligação cair; com a opção marcada, a aplicação anexa-se a uma sessão tmux com nome em cada ligação. |
| WinRM | Windows Remote Management — o serviço através do qual o BURSUcm abre PowerShell (PowerShell Remoting) ou cmd.exe (WinRS) num servidor Windows, pela porta 5985 (HTTP) ou 5986 (HTTPS). |
| AppleRD | O tipo de ligação Apple Remote Desktop — o ecrã de um Mac num separador. Com macOS 14 ou mais recente usa o modo High Performance da Apple (vídeo H.264/HEVC descodificado na GPU e o áudio do Mac por UDP; documentado pela Apple para Apple silicon, e um Mac Intel também o transmite, mas sem ecrã privado); um Mac que não o ofereça liga-se como um ecrã simples. Não é o protocolo de administração Apple Remote Desktop, que é outro. |
| Chave do host | A identidade criptográfica de um servidor SSH. Se a impressão digital dela muda de repente, ou o servidor foi reinstalado — ou alguém se está a fazer passar por ele. |
| Snippet | Um comando de shell guardado (opcionalmente com {placeholders}) enviado a um terminal por um menu, partilhado por toda a equipa. |
| Broadcast | O modo que espelha as suas teclas para todas as sessões de terminal abertas de uma vez. |
| Utilizador da base de dados | Uma conta que existe dentro de uma base de dados na nuvem e entra nas aplicações como name@handle; não precisa de registo no bursucm.com. |
| Membro | Um utilizador registado do bursucm.com a quem o dono concedeu acesso a uma base de dados; entra com a sua própria conta do portal. |
| Handle | O id curto e único de uma base de dados na nuvem — a parte depois do @ nos logins dos utilizadores da base de dados. |
| Snapshot | Uma cópia da base de dados inteira num único ficheiro, sempre encriptada, feita e restaurada em Settings → Data. |
FAQ e resolução de problemas
Perguntas frequentes
É gratuito?
Sim, a aplicação é gratuita em todas as plataformas. O BURSUcloud é um complemento opcional.
Que plataformas são suportadas?
Windows, macOS (Intel e Apple Silicon), Linux (Debian/Ubuntu, Arch/CachyOS, Fedora/RHEL) e Android (Google Play ou APK direto) estão disponíveis. A aplicação para iOS e iPadOS está na App Store e requer iOS ou iPadOS 17 ou mais recente.
Preciso de uma conta?
Não. O modo local é totalmente offline. Uma conta só é necessária para a sincronização na nuvem e para as aplicações Android e iOS/iPadOS.
Esqueci a palavra-passe principal. E agora?
Ela não pode ser recuperada — essa é justamente a essência do zero-knowledge. As suas ligações e a estrutura do catálogo estão intactas; as palavras-passe guardadas têm de ser introduzidas de novo (Settings → Security → defina uma nova palavra-passe principal, depois atualize as palavras-passe).
Movi a base de dados para outro PC e as palavras-passe não abrem.
A base de dados estava protegida com DPAPI (vinculada a uma conta do Windows). No computador original ative uma palavra-passe principal (Settings → Security) e copie a base de dados de novo — agora ela é portátil, inclusive para Linux e macOS.
Qual é a diferença entre “utilizador da base de dados” e “membro”?
Um utilizador da base de dados é uma conta apenas para as aplicações BURSUcm (login name@handle); não precisa de conta no portal. Um membro é uma conta completa do bursucm.com com acesso concedido à base de dados. Os direitos por pasta são idênticos.
Onde ficam os meus dados na nuvem?
Numa base de dados PostgreSQL dedicada no servidor bursucm.com, inalcançável diretamente pela internet. As palavras-passe que lá estão são texto cifrado; a chave é só sua.
Porque é que os meus dispositivos não mostram a mesma ordem de ligações?
A ordem manual sincroniza pela base de dados. Certifique-se de que todos os dispositivos executam uma versão atual (Windows 2.7.5+, Linux/macOS 1.7.5+, Android 1.8.1+, iOS/iPadOS 1.1.0+) e atualizaram o catálogo; as versões antigas limitam-se a recuar para a ordem alfabética, sem prejudicar o que organizou.
Resolução de problemas
| Sintoma | O que verificar |
|---|---|
| SSH: “host key has changed” | O servidor foi reinstalado? Se sim — “Update & trust”. Se não — não se ligue: possível falsificação. |
| Agente SSH “not running” / “no keys” | Windows: Services → OpenSSH Authentication Agent → iniciar. Linux/macOS: verifique ssh-add -l. Depois ssh-add path-to-key. |
| WinRM: ligação recusada ou sem resposta | No servidor: Enable-PSRemoting -Force, uma regra de firewall para 5985 (HTTP) ou 5986 (HTTPS) e uma conta que seja administrador local ou membro de Remote Management Users. HTTPS precisa ainda de um listener com certificado — veja Ativar o PowerShell Remoting. |
| BURSUlink: “agent is offline” ou “did not answer” | Nesse computador verifique que o serviço está a correr (o ícone de estado; no Linux bursulink-agent status) e que sai para a Internet por 443/tcp; o separador BURSUlink mostra o último contacto. Um agente removido no portal tem de ser associado de novo com um código novo. |
| AppleRD: sem High Performance ou sem imagem de um Mac | O High Performance exige macOS 14 ou mais recente (a Apple documenta-o para Apple silicon; um Mac Intel também o transmite) e as portas UDP 5900–5901 abertas nos dois sentidos; se já estiver em uso por outra ligação, o BURSUcm avisa e não liga. A Partilha de Ecrã ou a Gestão Remota tem de estar ligada (Definições do Sistema → Geral → Partilha), e o início de sessão usa o nome de utilizador e a palavra-passe da conta do macOS. Um aviso de «a chave mudou» significa que o Mac foi reinstalado — ou que outra coisa está a responder: não continue sem saber porquê. |
| A sessão RDP falha com o BURSUrdp (Windows) | Tente o motor “Microsoft RDP (built-in)” nas opções RDP desta ligação — e avise-nos. |
| RDP: o servidor recusa a negociação de segurança | A camada de segurança do servidor (por exemplo “RDP” nas definições de Ambiente de Trabalho Remoto) não permite esta ligação; a aplicação diz isso agora diretamente, em vez de “nenhum certificado oferecido”. Verifique a camada de segurança no servidor. |
| O macOS bloqueia a aplicação na primeira abertura | As builds atuais estão notarizadas e abrem sem avisos — transfira a versão mais recente. Para uma cópia antiga: System Settings → Privacy & Security → “Open Anyway” (veja Instalação no macOS). |
| Linux: o dnf instala uma versão antiga | Os metadados do repositório estão em cache: sudo dnf --refresh upgrade bursucm. |
| Palavra-passe “unavailable” com uma nota sobre DPAPI | O segredo foi encriptado noutro PC ou noutra conta. Introduza a palavra-passe de novo, ou mova as bases de dados com uma palavra-passe principal ativada. |
| Nuvem: “no databases found for this account” | Crie uma base de dados no portal (Bases de dados → + Nova base de dados) ou peça ao dono que lhe conceda acesso. |
| O catálogo demora a abrir | Ative os logs de diagnóstico (Settings → Logs) e envie-nos o ficheiro — as palavras-passe nunca vão parar aos logs. |
Logs de diagnóstico
Settings → Logs: apenas tempos de operação são registados — nunca palavras-passe. Desligado por predefinição. “Open” leva à pasta de logs.
Comunicar um problema
Help → Report a problem, ou a proposta que aparece sozinha após um erro ou no arranque seguinte a uma falha grave (Windows 3.3.0 e Linux e macOS 2.3.0 e posteriores). O relatório leva o próprio erro, a versão da aplicação e do sistema e — enquanto a caixa continuar assinalada — as últimas linhas dos registos de diagnóstico. A secção “What will be sent” (no Linux e no macOS, o botão “Show what will be sent”) é o relatório, não um resumo dele: as palavras-passe, as chaves e os tokens são removidos no seu computador antes de o ver, e os endereços de servidores, os nomes de conta e os endereços IP são substituídos por marcadores, a menos que assinale a caixa que os inclui. Até carregar em Send, nada sai do computador. Recebe um número de pedido; os relatórios são eliminados ao fim de 90 dias.
A captura de ecrã só é proposta para um erro ocorrido com a aplicação aberta: é feita no instante da falha, vem desligada por predefinição e é-lhe mostrada antes do envio. Se o envio falhar nada se perde — “Save to file...” grava o relatório inteiro, pronto a enviar para support@bursucm.com. Para que a aplicação nunca proponha, desligue Settings → Other → Offer to report problems; por si só nunca enviou nada, por isso desaparece apenas a pergunta.
Continua com problemas?
Escreva-nos através de bursucm.com/contact — normalmente respondemos num dia útil. A página de estado mostra se um problema da nuvem está do nosso lado.